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Cuba

Com voto inédito dos EUA, ONU aprova fim do embargo a Cuba

Estudantes cubanas em mobilização da Universidade de Havana contra o embargo ao país nesta quarta-feira (26).
Estudantes cubanas em mobilização da Universidade de Havana contra o embargo ao país nesta quarta-feira (26). Reuters

A Assembleia Geral da ONU aprovou pela 25ª vez nesta quarta-feira (26) uma resolução que pede o fim do embargo americano a Cuba. Na votação, os Estados Unidos se abstiveram, em uma postura inédita do país. A decisão foi seguida por Israel, aliado importante de Washington.

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Esta foi a 25ª vez que a Assembleia Geral aprovou a resolução apresentada por Cuba. A decisão contou com o voto favorável de 191 dos 193 países que integram as Nações Unidas.

Durante décadas, a ONU condenou todos os anos o embargo a Cuba, mas sempre com o voto contrário de Washington. A embaixadora americana na ONU, Samantha Powers, anunciou a mudança de posição, provocando um longo aplauso no plenário da organização: "Os Estados Unidos sempre votaram contra esta resolução. Hoje, os Estados Unidos se absterão", declarou.

Powers justificou a decisão, explicando que a política americana de isolamento a Cuba não funcionou. "Ao invés de isolar Cuba, nossa política isolou os Estados Unidos, inclusive aqui, na ONU", acrescentou.

Entretanto, a embaixadora americana ressaltou que a abstenção americana "não quer dizer que os Estados Unidos estejam de acordo com todas as políticas e todas as práticas do governo cubano". "Estamos muito preocupados com as graves violações dos direitos humanos que o governo cubano continua cometendo impunemente contra seu próprio povo", reiterou.

Apelos de Barack Obama

A Assembleia Geral da ONU se pronuncia anualmente desde 1992 sobre uma resolução que denuncia o bloqueio econômico à ilha. Até hoje, os Estados Unidos sempre haviam votado contra o texto. A abstenção de Washington desta quarta-feira se alinha com os apelos do presidente Barack Obama ao Congresso americano - de maioria opositora - para suspender o embargo, no âmbito da normalização das relações bilaterais.

Os Estados Unidos restabeleceram relações diplomáticas com Cuba em julho do ano passado e Obama fez uma visita histórica à ilha comunista em março deste ano. Mas a decisão final sobre um restabelecimento completo dos laços financeiros e comerciais entre Washington e Havana depende da aprovação do Congresso americano.

(Com informações da AFP)

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