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Diálogo entre Colômbia e ELN depende de libertação de refém

Guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN)
Guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) Foto: Fundación Paz y Reconciliación

O encontro entre representantes do governo colombiano e da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) deve começar nesta quinta-feira (27), em Quito, no Equador. Com uma condição: a libertação de um ex-deputado detido pelo grupo, que se entregou no lugar do irmão doente.

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O chefe dos negociadores do governo colombiano, Juan Camilo Restrepo, anunciou que quer ver o deputado Odin Sánchez, sequestrado pelos guerrilheiros em abril deste ano, voltar para casa. Esta é a condição sine quoi non para a abertura das negociações.

A reunião deveria acontecer em um museu no norte de Quito, às 17h locais (20h de Brasília). Mas sem resposta da guerrilha à exigência, o presidente Juan Manuel Santos cancelou a viagem da equipe de negociadores para Quito. Até o momento, não foi feito nenhum anúncio sobre Sánchez, que fez parte do Partido de la U, do governo. Ele se entregou há seis meses ao ELN no lugar do irmão, Patrocinio Sánchez, ex-governador do departamento (estado) do Chocó e ex-prefeito da capital, Quibdó, que ficou doente doente depois de passar quase três anos em cativeiro.

Governo da Colômbia aposta na paz com guerrilheiros

O governo do presidente Juan Manuel Santos, que está tentando salvar em Havana o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (as Farc, principal guerrilha do país) para encerrar mais de meio século de conflito armado, espera com "razoável confiança" que os rebeldes cumpram com a condição imposta para iniciar as negociações. "Ainda há tempo", disse Restrepo à imprensa. Ele destacou que, no caso da libertação de Sánchez, "simultaneamente" o governo atribuiria a condição de agentes ou gestores de paz a dois militantes do ELN presos.

Em sua conta no Twitter, o ELN se limitou a desejar boa viagem aos líderes que chegam a Quito. Também anunciou sua delegação de paz, encabeçada pelo comandante Pablo Beltrán, nome de guerra de Israel Ramírez.

O número exato de reféns do ELN é desconhecido. O grupo foi criado em 1964 e conta com quase 1.500 combatentes, segundo as autoridades, contra 5.765 das Farc. Além de Odín, fontes eclesiásticas afirmaram à AFP que o médico Édgar Torres também é mantido em cativeiro pela guerrilha no departamento de Chocó (noroeste).

Santos, vencedor do Nobel da Paz, se prepara para negociar com o ELN ao mesmo tempo que tenta salvar o processo com as Farc após a surpreendente derrota eleitoral de 2 de outubro, quando um acordo histórico com esta guerrilha foi rejeitado em um plebiscito. Com o ELN, uma guerrilha financiada sobretudo com sequestros, o narcotráfico e mineração ilegal, as negociações acontecerão no Equador, Venezuela, Chile, Brasil e Cuba, mediadores dos diálogos ao lado da Noruega.

(Informações da AFP)

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