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Colômbia adia diálogos de paz com a guerrilha ELN

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos Cesar CARRION / Colombian Presidency / AFP

O governo da Colômbia decidiu adiar os diálogoss de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), previstos para inicar na quinta-feira (27) em Quito, no Equador, até ter "certeza" da libertação de um ex-congressista em poder da guerrilha.

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"O o governo de Juan Manuel Santos está pronto para iniciar o processo na sexta (28), no sábado ou quando tivermos certeza da libertação de Odín Sánchez", disse o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, enfatizando que essa decisão foi tomada pelo presidente. "Vamos esperar para ver. Não podemos antecipar nada. Começaremos quando tivermos certeza de que Sánchez está são e salvo."

O político do departamento de Chocó é mantido como refém pelos rebeldes desde abril. A guerrilha declarou que não concorda com a decisão do governo de adiar as negociações de paz. "Não concordamos com a suspensão da instalação da mesa", disse em mensagem no Twitter.

O ELN afirmou que "há um mal-entendido" com o governo, que está sendo contornado, e agradeceu o "esforço e apoio" das delegações sociais presentes em Quito para apoiar o processo de paz. "Estamos tentando reprogramar a instalação da mesa para os próximos dias", declarou o comandante Pablo Beltrán, chefe negociador da guerrilha.

Participação da Igreja Católica

Em meio à polêmica, a operação para libertar Sánchez foi iniciada com a participação de um organismo humanitário e da Igreja Católica, segundo um comunicado da presidência. "O governo comemora o fato e espera que o processo se conclua satisfatoriamente."

O chefe negociador do governo, Juan Camilo Restrepo, disse estar confiante em que o processo de libertação de Sánchez seja concluído "antes de 3 de novembro, data acertada para o início da primeira rodada formal de negociações".

Horas após o governo suspender o início do diálogo de paz, o exército colombiano informou que um ataque do ELN matou dois motoristas de caminhão em Arauca.

"Foi um ato terrorista contra dois caminhões civis, que foram incinerados", disse o coronel Miguel Ángel Rodríguez, comandante da Força Tarefa Quirón do Exército, que opera nessa região de fronteira com a Venezuela.

Homenageado com o Prêmio Nobel da Paz, o presidente Santos se prepara para negociar com o ELN, enquanto busca salvar o processo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), depois do golpe eleitoral de 2 de outubro. Nessa data, o histórico acordo selado com o grupo rebelde foi rejeitado em um referendo.

Mais de 260 mil pessoas morreram na Colômbia em meio século de violência, que envolveu guerrilhas, paramilitares e agentes da força pública.

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