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Estados Unidos

Hillary se mostra confiante após retorno do escândalo dos e-mails

Hillary Clinton, durante evento da campanha eleitoral nesta sexta-feira (28).
Hillary Clinton, durante evento da campanha eleitoral nesta sexta-feira (28). REUTERS/Brian Snyder

A dez dias das eleições presidenciais nos Estados Unidos, a campanha voltou a se focar no escândalo do uso de um servidor privado de e-mails pela candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, na época em que ela ocupava o cargo de secretária de Estado do país. A reabertura do inquérito sobre o polêmico caso, pelo FBI, deve ser a última arma do candidato republicano, Donald Trump, para tentar evitar a derrota anunciada pelas pesquisas de intenções de voto. Já Hillary se mostrou confiante de que os acontecimentos não afetarão a sua rota rumo à vitória.

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O FBI (a Polícia Federal americana) anunciou, nesta sexta-feira (28), a reabertura das investigações sobre o caso. Em uma carta à Comissão de Assuntos Judiciários da Câmara de Representantes, o diretor do FBI, James Comey, informou que seus peritos "tomaram conhecimento da existência de e-mails que parecem ser pertinentes à nossa investigação".

Hillary não tardou a reagir. "O povo americano merece ter todos os fatos imediatamente. É imperativo que o FBI explique este assunto, qualquer que seja, sem demora", declarou a candidata, em uma entrevista coletiva. "Estou certa de que isso não mudará as conclusões de julho", acrescentou, referindo-se à decisão do FBI e do departamento de Justiça de encerrar a investigação.

Mensagens sexuais

Segundo o jornal The New York Times, os novos e-mails surgiram após agentes do FBI confiscarem aparelhos eletrônicos usados por Huma Abedin - assessora de Hillary Clinton - e seu marido, Anthony Weiner, um legislador democrata que renunciou em 2011 após escândalo envolvendo mensagens eróticas na internet. Weiner é atualmente investigado pelo FBI pelo suposto envio de conteúdo impróprio para uma adolescente de 15 anos.

Segundo NBC News, os e-mails foram enviados por Abedin a Hillary de um laptop de Weiner. O conteúdo das novas mensagens permanece em sigilo. "Escutamos esses boatos. Não sabemos no que acreditar. Estou segura de que ainda haverá mais boatos. Por este motivo, é imperativo que o FBI nos diga do que está falando", declarou a candidata.

Em nota oficial, o coordenador da campanha de Hillary, John Podesta, exigiu que Comey divulgue "detalhes completos" sobre o material a ser analisado pelo FBI e considerou "extraordinário" que isso aconteça a poucos dias das eleições.

Confiança abalada

O FBI fez uma exaustiva investigação sobre o uso, por parte de Hillary, de um servidor privado para enviar e-mails na época em que ocupava o segundo mais alto cargo do país. Os investigadores queriam saber se informações sigilosas circularam por esse servidor, em um caso que, desde o princípio, envenena a campanha da democrata à presidência. Para muitos americanos, a conduta abala a confiança em Hillary para ocupar a presidência.

No final da investigação, Comey anunciou, em julho deste ano, que o FBI não apresentaria acusações formais contra a democrata, mas avaliou que a ex-secretária de Estado e seus assessores foram "extremamente descuidados" no tratamento de informação reservada.

Nesta sexta, o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Stoner, disse que a pasta não tem informações sobre a origem ou o conteúdo dos novos e-mails mencionados por Comey.

Trump aproveita a brecha

Pouco depois da divulgação da carta de Comey, o candidato republicano, Donald Trump, abriu um ato de campanha em New Hampshire falando sobre o assunto. Ele acusou o FBI de “corrupto”, mas declarou que, com as novas apurações, o órgão poderá "corrigir um erro horrível" por parte de Hillary.

"A corrupção de Hillary é de uma escala como nunca vimos antes", atacou Trump, ao que multidão respondeu aos gritos de "Hillary na prisão!". "Não podemos permitir que Hillary leve seu esquema criminoso até o Salão Oval da Casa Branca", disse Trump, antes de completar que este “é o maior escândalo político dos Estados Unidos desde Watergate”.

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, lembrou que "a Hillary foram confiados alguns dos mais importantes segredos da nossa nação e ela traiu essa confiança, manejando com descuido informação sigilosa".

Neste sábado, Trump participa de comícios no Colorado, no Arizona e em Nevada. Já Hillary é esperada em um show da cantora Jennifer Lopez, em Miami.
 

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