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EUA/eleições

Trump diz que manterá leis que autorizam casamento gay

Em entrevista exibida no domingo no canal CBS, o presidente recém-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar "entristecido" com as notícias sobre perseguições e intimidações a minorias, deflagradas após sua vitória nas urnas.
Em entrevista exibida no domingo no canal CBS, o presidente recém-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar "entristecido" com as notícias sobre perseguições e intimidações a minorias, deflagradas após sua vitória nas urnas. © Capture d'écran de CBS

O presidente eleito Donald Trump declarou neste domingo (13), na sua primeira entrevista depois do pleito, que manterá as leis autorizando o casamento homossexual.

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Trump também anunciou que renunciaria a seu salário de presidente dos Estados Unidos – o equivalente a US$ 400 mil anuais. Ele confirmou que escolherá um juiz contra o aborto para o comando da Corte Suprema, mas manteria as leis que autorizam o casamento homossexual. Interrogado sobre o reconhecimento na Justiça do aborto como um direito constitucional, e a consequência para as mulheres, ele declarou que elas “talvez precisassem praticar o aborto em outros estados”.

Nos EUA, desde 1992, cada estado pode adotar leis próprias restringindo a prática, e em algumas regiões é impossível encontrar um estabelecimento que pratique o ato.

Na entrevista à rede americana CBS, o presidente eleito voltou a afirmar sua intenção de deportar clandestinos. “Vamos encontrar os criminosos, membros de gangues, traficantes de drogas e expulsá-los”, afirmou. Durante a campanha eleitoral, o candidato republicano disse que expulsaria 11 milhões de estrangeiros, a maioria clandestinos. Trump voltou a afirmar que construirá o muro na fronteira com o México e explicou que, em alguns trechos, poderiam ser apenas barreiras. Ele pretende que o governo mexicano pague pela obra – o que as autoridades do país já disseram que não farão.

Manifestações

Diversas manifestações aconteceram nos EUA neste domingo pelo quinto dia consecutivo contra a eleição de Trump à presidência. Houve passeatas em Nova York, Los Angeles, San Francisco e Oakland, na Califórnia. Em Manhattan, milhares de pessoas se concentraram em frente à casa do magnata, a Trump Tower.

As passeatas se multiplicam desde a vitória de Trump na terça-feira (8), que venceu por uma margem de apenas 500 mil votos no colégio eleitoral. A candidata Hillary Clinton ganhou nas urnas, o que aumenta o descontentamento dos eleitores. A maioria dos protesto tem sido pacífica. Apenas em Portland 71 pessoas foram presas no sábado. Os manifestantes lançaram foguetes e garrafas contra os policiais.

 

 

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