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Apec/Protecionismo

Apec quer lutar contra protecionismo, apesar de Trump

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama (d), e da China, Xi Jinping, participam da reunião de cúpula da Apec em Lima
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama (d), e da China, Xi Jinping, participam da reunião de cúpula da Apec em Lima REUTERS/Kevin Lamarque

Reunidos até este domingo (20) em Lima, no Peru, os líderes dos 21 membros do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec) discutem os desafios da economia global. Os países dos dois lados do Pacífico pretendem continuar a eliminação das barreiras comerciais, apesar da posição contrária do novo presidente norte-americano.

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Os países da região Ásia-Pacífico pretendem reafirmar neste domingo em Lima a rejeição a todas as formas de protecionismo, em oposição ao discurso anti-globalização promovido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo informações declarações antecipadas pela AFP, a reunião anual, iniciada na sexta-feira (18) na capital peruana, terminará com a adoção de uma declaração final que reafirma o compromisso dos países dos dois lados do Pacífico para continuar sua integração econômica por meio da eliminação das barreiras comerciais. No rascunha da declaração final, os signatários ressaltam que o protecionismo "desacelera a recuperação da economia internacional".

Os membros da Apec, beneficiados pela globalização, representam 60% do comércio mundial e 40% de sua população. Os países se comprometem ainda a não desvalorizar suas moedas com fins competitivos e a trabalhar pela criação a longo prazo de uma Área de Livre Comércio Ásia-Pacífico totalmente integrada.

Também devem expressar preocupação com "a crescente oposição à globalização" nos Estados Unidos e Europa e com "o surgimento de tendências protecionistas". O grupo também ressalta a necessidade de uma "distribuição mais justa dos benefícios" da globalização entre "todos os estratos da sociedade".

As posições são completamente diferentes das promessas de campanha de Donald Trump. O republicano, que assume o cargo em janeiro, defendeu ante o eleitorado americano um maior protecionismo econômico para defender os empregos norte-americanos da concorrência da China ou México, países com mão de obra mais barata.

Em uma postura conciliadora, Obama pediu no sábado (19) à comunidade internacional que dê uma oportunidade a seu sucessor, lembrando que nem sempre se governa como se prometeu em uma campanha. O atual chefe da Casa Branca completa em Lima sua última viagem oficial ao exterior em seus oito anos de governo.

(Com informações da AFP)

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