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Argentina registra caso de bebê com microcefalia atribuído ao zika

Cientistas esperam poder testar vacina contra vírus zika no Brasil em 2017.
Cientistas esperam poder testar vacina contra vírus zika no Brasil em 2017. Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Autoridades de saúde argentinas informaram nesta sexta-feira (2) o nascimento de um bebê com microcefalia, após sua mãe contrair o vírus zika na Bolívia. Há apenas um mês, a Argentina assistiu a morte de um recém-nascido devido à malformação.

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As autoridades de saúde do governo confirmaram que o caso foi um dos primeiros detectados na Argentina nos controles de diagnóstico por ultrassonografias. A secretária de Prevenção e Promoção da Saúde da província de Córdoba, Marcela Miravet, declarou haver nascanunciou o nascimento de "um menino fruto de uma gestação de uma mulher de nacionalidade boliviana, que vive em Córdoba, mas que nos primeiros meses de gravidez esteve na Bolívia, onde contraiu a doença", segundo declarações publicadas pelo jornal Clarín.

Miravet acrescentou que nesses estudos "foram encontradas outras lesões do sistema nervoso central, que aparentemente são características da contaminação pelo vírus, de acordo com o que se conhece no Brasil e na Colômbia, que é onde houve casos de microcefalia e alterações neurológicas vinculadas a grávidas que tiveram zika".

Em meados de novembro deste ano, as autoridades sanitárias argentinas registraram o primeiro caso de morte de um bebê com microcefalia associada ao zika, na província de Tucumán, ao norte do país. O bebê, que morreu dez dias depois de seu nascimento, "possuía uma doença congênita derivado do vírus zika", informou o diretor nacional de Epidemiologia, Jorge San Juan. Desde setembro, a Argentina registrou pelo menos quatro casos de zika.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 18 de novembro que o zika deixou de ser uma "emergência de saúde pública mundial", mas que o vírus continua sendo "um problema extremamente importante a longo prazo". O zika surgiu há um ano na América Latina e especialistas afirmam que os governos continuam subestimando-o enquanto epidemia.

O Brasil é o país mais afetado pelo zika, com 1,5 milhão de pessoas infectadas, mais de 2 mil bebês nascidos com microcefalia e outros 3 mil com suspeita da doença. Até o momento, não existe tratamento, nem vacinas para combater o vírus, que é transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da chicungunha. Além da microcefalia, o vírus também está associado à síndrome de Guillain-Barré, uma grave doença neurológica.

 

 

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