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Uruguai critica Venezuela por tentar entrar à força em reunião do Mercosul

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa
O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa Divulgação

A tentativa da chanceler venezuelana Delcy Rodríguez de entrar à força na chancelaria argentina para um encontro do Mercosul ao qual a Venezuela não foi convocada é um ato grave, opinou nesta quinta-feira (15) o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa.

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Rodríguez afirmou que entraria "pela janela" no encontro de chanceleres dos sócios fundadores do bloco, que ocorreu em Buenos Aires na quarta-feira (14). Para Nin Novoa, cujo país apoiou a permanência da Venezuela no Mercosul, contrariando as opiniões de Brasil, Argentina e Paraguai, a situação do país caribenho no bloco é complexa.

O chanceler afirmou que a Venezuela teve quatro anos para incorporar 1.159 normas do Mercosul a sua legislação e, em agosto, ainda faltavam 200, "uma delas fundamental, de criação da zona de livre comércio entre os Estados membros".

Esse texto não está incorporado e "dificulta enormemente o desenvolvimento econômico do Mercosul", disse Nin Novoa, cujo país foi o único que apoiou Caracas para que assumisse a presidência rotativa do bloco em meados do ano, quando os outros sócios rejeitavam essa ação devido à situação política interna na Venezuela.

Prazo adicional

O ministro uruguaio lembrou que a Venezuela teve um prazo adicional até dezembro para acrescentar essas normas. "Em dezembro constatamos que não havia nenhuma norma nova incorporada e, no direito dos tratados, estabelece-se com clareza que podem ocorrer suspensões por algo assim, o que finalmente aconteceu."

Em um confuso episódio na quarta-feira (14), a chanceler do governo de Nicolás Maduro viajou a Buenos Aires para tentar formar parte do encontro de chanceleres convocado pelos sócios fundadores após a suspensão da Venezuela do bloco. A Venezuela não havia sido convidada, e Rodríguez não foi recebida.

O ministro brasileiro, José Serra, publicou em sua conta no Twitter uma foto mostrando que a reunião era realizada apenas com a presença de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que fundaram o Mercosul em 1991.

A imagem ilustrou de fato a separação da Venezuela do grupo depois de ter tido seus direitos no bloco suspensos no dia 1º de dezembro, após seis meses de um governo colegiado do Mercosul, que ignorou as exigências venezuelanas de que exercia a presidência rotativa do bloco.

Além disso, na quarta-feira a Argentina assumiu a presidência rotativa do Mercosul, apesar das críticas de Caracas.

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