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Gigantesco incêndio coloca Valparaíso, no Chile, em estado de alerta

Moradora tenta apagar incêndio que destruiu sua casa em Valparaíso, nesta segunda-feira 2 de janeiro de 2017.
Moradora tenta apagar incêndio que destruiu sua casa em Valparaíso, nesta segunda-feira 2 de janeiro de 2017. REUTERS/Rodrigo Garrido

As autoridades chilenas decretaram, nesta segunda feira (2), alerta vermelho devido ao gigantesco incêndio florestal que atinge as colinas da cidade portuária de Valparaíso. Cerca de 100 casas já foram destruídas e 19 pessoas ficaram feridas. O incêndio continuava ativo na manhã desta terça-feira (3). A topografia acidentada da cidade, Patrimônio da Humanidade, a vegetação seca, as altas temperaturas do verão e o forte vento facilitaram a progagação das chamas.

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Valparaíso é um dos lugares mais visitados do Chile e está localizada a 120 km a oeste de Santiago. O incêndio já destruiu 40 hectares de mata e obrigou 400 pessoas a deixarem suas casas preventivamente. A empresa de abastecimento de energia cortou o serviço para quase 48 mil clientes, por medida de segurança. Felizmente, "não há vítimas (fatais) a lamentar", indicou no noite de segunda-feira o subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy. A maioria das 19 vítimas leves sofre de problemas respiratórios

Segundo o Escritório Nacional de Emergências (Onemi, na sigla em espanhol), que se reúne novamente na manhã desta terça-feira com as autoridades municipais para avaliar a situação, as chamas continuam intensas e o alerta vermelho está mantido em Valparaíso e nas cidades suburbanas de Casablanca e Santo Domingo. Quase 50 unidades do corpo de bombeiros, apoiadas por funcionários da Coorporação Nacional Florestal (Conaf), dez aviões, 4 helicópteros e caminhões cisternas, combatem o fogo.

"Protocolos de emergência foram ativados para combater o incêndio que afeta Valparaíso. Minha solidariedade com as pessoas afetadas", tuitou a presidente Michelle Bachelet.

Valparaíso tem outros incêndios em seu histórico

A origem das chamas ainda é desconhecida, mas a cidade portuária do Oceano Pacífico, formada por 42 colinas, é conhecida por sua vulnerabilidade diante dos incêndios florestais, principalmente durante o verão. A falta de planificação urbana e as construções irregulares facilitam a propagação do fogo.

Nas colinas mais altas da cidade, distante do centro histórico declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a pobreza está concentrada em assentamentos espontâneos, sem condições básicas de moradia e serviços públicos de limpeza. Em 2014, diversos especialistas denunciaram essa precariedade após o incêndio que deixou 15 mortos e mais de três mil casas destruídas. Em março de 2015, em uma nova tragédia, em uma das montanhas próximas ao porto, uma mulher faleceu e milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas.

"As famílias continuam se instalando em áreas perigosas, apesar das advertências", lamentou nesta segunda-feira e ministra da Habitação, Paulina Saball. Ela ressaltou que "a proibição para as contruções irregulares não depende do ministério, mas das normas de planejamento urbano que devem ser respeitadas pelos cidadãos."

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