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Apple, Facebook, Google e Twitter movem ação contra decreto anti-imigração de Trump

Manifestantes protestam contra decreto anti-imigração de Trump
Manifestantes protestam contra decreto anti-imigração de Trump AFP

Dezenas de empresas tecnológicas, incluindo a Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter, entraram com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra o decreto anti-imigração do presidente Donald Trump.

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O documento, que foi entregue à Corte de Apelações, diz que a medida "inflige um dano significativo aos negócios americanos, à inovação e ao crescimento".

Esse documento apoia um processo em curso contra o decreto, cuja aplicação foi suspensa no sábado (4). A lei impede o ingresso nos Estados Unidos, durante 120 dias, imigrantes procedentes de sete países de maioria muçulmana:  Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

O texto foi assinado por 97 representantes da indústria tecnológica, que contrata milhares de imigrantes, e argumenta que o decreto prejudica o recrutamento e a manutenção de pessoal talentoso, ameaça as operações de seus negócios e dificulta a capacidade das empresas de atrair investimentos para os Estados Unidos.

Na noite de sexta-feira (3), o juiz federal James Robart ordenou a suspensão da ordem executiva emitida pelo presidente Trump. Ele bloqueou o decreto momentaneamente, enquanto estuda o recurso de amparo apresentado pelo procurador-geral do estado de Washington, Bob Ferguson.

"Sentença escandalosa"

"A Constituição prevaleceu hoje", manifestou Ferguson, após a sentença. "Ninguém está acima da lei, nem mesmo o presidente." A Casa Branca considerou a sentença "escandalosa".

"A opinião desse suposto juiz, que, basicamente, priva o nosso país de sua polícia, é ridícula e será revertida!", afirmou o presidente americano em uma série de tuítes. "Quando um país não pode dizer quem pode e quem não pode entrar e sair, principalmente por motivo de segurança, é um grande problema!

"É interessante que alguns países do Oriente Médio concordam com a proibição. Sabem que, se for autorizada a entrada de certas pessoas, será morte e destruição!", escreveu ainda.

Já no sábado, o Departamento de Estado interpôs uma demanda ante a Corte de Apelações para restabelecer imediatamente as medidas. No, entanto o tribunal rejeitou no domingo a retomada do decreto.

A decisão do juiz Robart é, até o momento, a de maior alcance, embora outros juízes federais de vários estados também tenham tomado decisões contra o decreto de Trump. Tecnicamente, a sentença significa que, por enquanto, qualquer um com visto válido tem acesso permitido ao país.

 

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