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Juiz pede prisão preventiva do ex-presidente peruano Toledo pelo caso Odebrecht

O ex-presidente Alejandro Toledo enfrenta ordem de captura internacional
O ex-presidente Alejandro Toledo enfrenta ordem de captura internacional Mandel Ngan / AFP

O ex-presidente Alejandro Toledo, que já foi o paladino da democracia no Peru, enfrenta uma ordem de captura internacional e reclusão, acusado de receber propinas da Odebrecht.

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Aos 70 anos, Toledo está a ponto de virar o segundo ex-presidente peruano nas últimas três décadas a ser levado para a prisão por um caso de corrupção, depois de Alberto Fujimori, de quem foi um ferrenho opositor.

O governo peruano anunciou que oferece uma recompensa de 100 mil soles (US$ 30 mil) a quem oferecer informações sobre o paradeiro do ex-presidente, afirmou à imprensa o ministro do Interior, Carlos Basombrío, que pediu à Interpol que atue com a maior rapidez possível. Toledo se encontrava na França há alguns

O ex-presidente, que governou o país entre 2001 e 2006, é acusado pelo ex-representante da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, de ter recebido US$ 20 milhões para ajudar a empreiteira a vencer a licitação da obra de uma rodovia que liga o Peru ao Brasil.

"Se dita a prisão preventiva ao investigado Alejandro Toledo Manrique por um prazo de 18 meses. Como se encontra em liberdade se cursa os ofícios correspondentes para a imediata localização, captura e reclusão", anunciou o juiz da Sala Penal Nacional, Richard Concepción.

O magistrado determinou que o ex-presidente seja localizado tanto a nível nacional como internacional, via Interpol.

Prazo de prisão

O prazo de prisão começará a ser contado a partir do momento em que Toledo for detido. Há alguns dias, o ex-presidente estava em Paris e, apesar de continuar no exterior, seu paradeiro exato é desconhecido.

O advogado Heriberto Benítez anunciou que apelará contra a decisão judicial. Ele havia solicitado a emissão apenas de uma ordem de comparecimento durante a investigação por considerar que a detenção sem uma sentença é uma violação aos seus direitos. Ele recomendou a Toledo que não retorne ao país por falta de garantias no processo.

Depois de tomar conhecimento da decisão do juiz, o Conselho de Ministros anunciou que, se nas próximas horas, o paradeiro do ex-presidente não for conhecido, a Comissão de Recompensas para procurados por delitos graves o incluirá em sua lista. O organismo também se prepara para um possível pedido de extradição.

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