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Colômbia/lama

Mar de lama mata mais de 110 no sul da Colômbia

Imagem fornecida pela presidência da Colômbia mostra a região de Mocoa, afetada por fortes chuvas.
Imagem fornecida pela presidência da Colômbia mostra a região de Mocoa, afetada por fortes chuvas.

Fortes chuvas no sul da Colômbia provocaram lamaçal que arrastou pontes, casas e automóveis. “Acabam de me falar de 112 mortos. Não sei quantos serão, mas continuamos as buscas”, declarou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ao chegar em Mocoa, na região afetada, neste sábado (1).

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A Cruz Vermelha acrescentou que há pelo menos 188 feridos, sendo que 22 com traumatismos cranianos graves, além de 200 desaparecidos, levados pelas enchentes de três rios que devastaram a cidade de Mocoa, de 40 mil habitantes.

“Os números não param de aumentar, com muita velocidade”, declarou César Urueña, diretor geral do serviço de emergência da Cruz Vermelha colombiana.

As fortes chuvas, provocadas pelo fenômeno climático El Niño, atingem há várias semanas a região andina do noroeste da América Latina, provocando enchentes principalmente no Peru, onde até o momento já morreram mais de cem pessoas e outras 900 mil sofreram perdas materiais importantes.

Tragédia sem precedentes

A água dos rios e das chuvas, misturada à lama e a “dejetos” variados invadiram as ruas, segundo o representante da Cruz Vermelha. “É uma tragédia sem precedentes, com centenas de famílias ainda desaparecidas, bairros inteiros que sumiram”, declarou a governadora de Putumayo, Sorrel Aroca, a uma rádio local.

“Há muita gente nas ruas, muitos desabrigados, muitas casas destruídas”, relatou Hernando Rodriguez, morador de 69 anos, contatado por telefone pela AFP.

Santos chegou a Mocoa acompanhado pelos ministros de Defesa, Saúde, Meio Ambiente, o comandante das forças militares, o diretor da polícia e diretores de organismos de socorro, entre outros.
 

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