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Colômbia/catástrofe

Deslizamento de terra na Colômbia deixa mais de 200 mortos

Forças armadas colombianas transportam corpo de vítima do deslizamento de lama em Mocoa
Forças armadas colombianas transportam corpo de vítima do deslizamento de lama em Mocoa EJERCITO DE COLOMBIA / AFP

O número de mortos no deslizamento de terra que provocou um mar de lama no sul da Colômbia, ocorrido na noite desta sexta-feira (31), já subiu para mais de 200 pessoas. A tragédia também deixou pelo menos 202 feridos e 220 desaparecidos, de acordo com o último balanço da Cruz Vermelha.

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Mais de 300 famílias foram afetadas pela catástrofe. 25 casas foram totalmente destruídas e 17 bairros registraram sérios danos. A tragédia ocorreu na noite da sexta-feira (31) no município colombiano de Mocoa, a cerca de 1500 quilômetros da capital, Bogotá. O governo declarou estado de calamidade pública. O deslizamento foi provocado pela cheia dos rios Mocoa, Mulato e Sangoyaco, em Putumayo, em plena Amazônia, desencadeada pelas fortes chuvas.

Em uma mensagem no Twitter, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, enviou suas condolências e prometeu continuar o resgate das vítimas até o fim. "Nossos corações estão com as famílias das vítimas e afetados por esta tragédia. Não vamos desfalecer no seu atendimento", disse.

As imagens divulgadas pelas equipes de emergência mostram as ruas cobertas de terra, soldados carregando crianças, pessoas chorando e veículos destruídos. Os cerca de 40.000 habitantes do município de Mocoa estão sem energia elétrica e água corrente.

Só na noite de sexta-feira choveu 130 mililitros, 30% do que cai em um mês em Mocoa, segundo o presidente colombiano, ocasionando uma cheia súbita de vários rios. A chuva deve continuar, mas menos intensa, segundo o serviço de meteorologia do país.

Onda de inverno

A "onda de inverno" na América do Sul também afetou o Peru, que vem enfrentando desde o início do ano chuvas e deslizamentos de terra que deixaram, até o momento, 101 mortos. No Equador, também foram registradas 21 mortes desde janeiro e 9.409 foram famílias afetadas.

Mudanças climáticas

Segundo Martin Santiago, chefe das Nações Unidas para a Colômbia, as mudanças climáticas contribuíram para a tragédia. Diversos países prestaram apoio à Colômbia depois da catástrofe. Brasil, Espanha, Equador, Venezuela, Alemanha e a União Europeia, além de outros países e organismos internacionais, enviaram mensagens de solidariedade ao governo colombiano.
 

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