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Colômbia/catástrofe

Deslizamento de terra na Colômbia, uma catástrofe anunciada

Mocoa, Putumayo, dois dias após o deslizamento de terra que devastou a cidade, os moradores tentam salvar os poucos bens que restam.
Mocoa, Putumayo, dois dias após o deslizamento de terra que devastou a cidade, os moradores tentam salvar os poucos bens que restam. REUTERS/Jaime Saldarriaga

Estudos mostram que as autoridades colombianas conheciam o risco do deslizamento que deixou 254 mortos, entre eles 43 crianças, segundo um balanço oficial divulgado pelo presidente Juan Manuel Santos.

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A imprensa local divulgou várias informações sobre o risco de uma catástrofe. Um relatório do órgão Corpo Amazonia, autoridade ambiental regional, recomendava a evacuação do bairro mais atingido na região de Mocoa e a retirada de seus habitantes.

Na realidade, como várias ONGS locais já alertaram, a topografia da Colômbia, associada ao desmatamento acelerado, torna a região vulnerável aos deslizamentos.

Uma das regiões que mais perdeu parcelas de floresta, segundo o próprio governo, é Putumayo. A área foi uma das que mais sofreram com a catástrofe, provocada pela cheia dos rios Mocoa, Mulato e Sangoyaco. Neste ano, os efeitos da devastação pioraram com a estação das chuvas, que foram mais intensas por conta do fenômeno climático conhecido como El Nino. A Colômbia, o Peru e o Equador foram os países mais atingidos.

Milhares ainda estão desaparecidos

De acordo com o governo colombiano, ainda não é possível determinar com exatidão o número de desaparecidos. No domingo à noite (2), as equipes de resgate ainda retiravam os corpos soterrados pela lama e pedras, com a ajuda dos habitantes.

Muitas cidades da região ainda estão sem água e energia elétrica e as autoridades também estão distribuindo mantimentos, água, roupas e cobertores. Pelo menos mil pessoas estão desabrigadas, segundo a enviada da RFI em Bogotá, Zoe Beri.
 

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