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EUA/demissão

Trump demite James Comey, diretor do FBI que investigava ciberataque russo na eleição

O ex-diretor do FBI, James Comey, foi afastado pelo presidente Donald Trump
O ex-diretor do FBI, James Comey, foi afastado pelo presidente Donald Trump REUTERS/Carlos Barria

O presidente americano Donald Trump anunciou, nesta terça-feira (9), a demissão do diretor do FBI, James Comey. O motivo da demissão, segundo Trump, é a gestão controversa da investigação sobre o escândalo dos e-mails envolvendo a ex-secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que teria usado um servidor particular durante sua gestão, entre 2009 e 2013.  

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A decisão pegou Washington de surpresa. James Comey estava em Los Angeles quando soube de sua demissão. Mas para ala democrata e membros do partido Republicano, a Casa Branca enfraquece a investigação do FBI sobre a Rússia, acusada de interferir na eleição americana, com eventual cumplicidade de membros da equipe de campanha de Trump. E esse seria o real motivo do afastamento do diretor do FBI.

O serviço secreto americano conclui, em um relatório publicado em janeiro de 2016, que o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma tentativa de ciberataque para atrapalhar a eleição americana e beneficiar Trump. A Rússia nega a acusação.

Alguns democratas chegaram a comparar a decisão do chefe de Estado americano ao chamado “Massacre do sábado à noite”, em 1973. Na época, o presidente republicano Richard Nixon demitiu um procurador especial independente que investigava o famoso Watergate, um caso de espionagem política que o levou a deixar o poder no ano seguinte. A Casa Branca desmente qualquer motivação política.

Investigação independente

O chefe da ala democrata no Senado, Chuck Schumer, diz ter conversado com Donald Trump, afirmando que ele cometeu “um grande erro” se separando de James Comey. “A única maneira de restabelecer a confiança da população americana é organizar uma investigação independente sobre o papel de Moscou na eleição de 2016”, disse Schumer.

Comey, 56 anos, foi alvo de polêmica depois da investigação envolvendo Hillary e o uso de um servidor particular para enviar e-mails quando era secretária de Estado. A questão era saber se isso tinha colocado em risco a segurança nacional.

Em julho do ano passado, em plena campanha, ele abandonou o caso, mas decidiu desarquivar o inquérito 11 dias antes da eleição, em 8 de novembro. Para uma parte dos democratas, isso provocou a derrota de Hillary Clinton. Indicado por Barack Obama em 2013, ele deveria ficar no cargo até 2023. O adjunto de Comey, Andrew McCabe, assumirá interinamente.

 

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