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Estados Unidos/FBI

EUA: demissão do chefe do FBI é “novo Watergate”

O presidente americano Donald Trump e James Comey, diretor do FBI.
O presidente americano Donald Trump e James Comey, diretor do FBI. REUTERS/Jim Lo Scalzo/Pool, Gary Cameron/File Photo

O diretor-geral do FBI, James Comey, encarregado da investigação de um suposto ciberataque da Rússia para influenciar as eleições americanas e beneficiar Trump, foi demitido nesta terça-feira (9). O caso já está sendo comparado pela imprensa mundial ao novo Watergate, que resultou na queda do presidente Richard Nixon em 1974  

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O FBI também tem indícios de que membros da equipe de Trump estariam envolvidos no ciberataque, o que a Rússia e o governo americano negam.

O motivo da demissão, segundo Trump, é a gestão controversa da investigação sobre o escândalo dos e-mails envolvendo a ex-secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que teria usado um servidor particular durante sua gestão, entre 2009 e 2013. A questão era saber se isso tinha colocado em risco a segurança nacional.

A decisão de afastar Comey da direção do FBI enfureceu o partido democrata, que exige que a investigação sobre a suposta intervenção russa nas eleições seja feita por uma comissão legislativa ou um procurador independente.

Em meio à polêmica, o chanceler russo Serguei Lavrov foi recebido por Trump nesta quarta-feira (10). Oficialmente, o assunto foi a guerra na Síria e no Irã. Esta é a primeira vez que um membro do governo russo visita o país desde 2013.

"Tivemos uma muito, muito boa reunião", disse Trump pouco depois de se encontrar com Lavrov. Trump "enfatizou seu desejo de construir uma melhor relação entre os Estados Unidos e a Rússia", assinalou a Casa Branca.

As relações entre estes velhos inimigos da Guerra Fria pioraram durante o governo de Barack Obama, após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e seu apoio ao presidente sírio. Nem Washington, que apoia a oposição síria, nem Moscou, que apoia o governo de Damasco, conseguiram encontrar uma solução ao conflito sírio, que desde março de 2011 deixou mais de 320.000 mortos e deslocou milhões de refugiados.

Retomada das relações entre Rússia e EUA

Com Trump, os Estados Unidos se retiraram gradualmente do processo diplomático, deixando a Rússia na liderança. Os Estados Unidos não tomaram partido no acordo de paz feito entre Rússia e Irã, que apoiam o governo sírio, e pela Turquia, que apoia os rebeldes, assinado na última quinta-feira (4), em Astana, no Cazaquistão, para estabelecer zonas de segurança na Síria.

O chanceler russo e o secretário de Estado americano Rex Tillerson se encontram novamente nesta quinta-feira (11) em Fairbanks, no Alasca, em uma reunião do Conselho Ártico, um fórum intergovernamental para cooperação em meio ambiente, petróleo e mineração, navegação, pesca e turismo. O Conselho congrega oito países banhado pelo Oceano Ártico: Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, Rússia e Estados Unidos.

 

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