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Bush pai e filho condenam racismo e antissemitismo em resposta a Trump

Supremacistas brancos se reuniram em Charlottesville, no estado da Virginia, no último dia 12 de agosto.
Supremacistas brancos se reuniram em Charlottesville, no estado da Virginia, no último dia 12 de agosto. ©REUTERS/Joshua Roberts

Os ex-presidentes americanos George H.W. Bush e George W. Bush, emitiram um comunicado na noite desta quarta-feira (16) condenando o preconceito racial e o antissemitismo, em resposta às declarações de Donald Trump, mas sem mencionar o nome do atual presidente.

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"Os Estados Unidos devem sempre repudiar o preconceito racial, o antissemitismo e o ódio com todas as suas forças", afirmaram pai e filho na nota emitida em Kennebunkport, Maine, onde a família Bush mora.

"Enquanto oramos por Charlottesville, recordamos as verdades fundamentais evocadas pelo cidadão mais proeminente dessa cidade (Thomas Jefferson): 'Todos os homens foram criados iguais e dotados pelo Criador de direitos inalienáveis", escreveram os republicanos Bush.

"Sabemos que estas verdades são eternas porque vimos a decência e a grandeza de nosso país", concluem

Trump isolado

O presidente americano Donald Trump iniciou uma tempestade política quando afirmou, na última terça-feira (15), que os dois os lados eram responsáveis pela violência que abalou a pequena cidade da Virgínia, onde uma manifestante antirracista foi morta por um simpatizante neonazista.

Suas declarações chegaram a ser elogiadas pelo ex-líder da Ku Klux Klan (KKK) David Duke por sua "honestidade e coragem", mas deixaram diversos legisladores mudos. E deu a clara impressão de que essas expressões eram o que Trump realmente pensava, e não o que disse no dia seguinte aos fatos, quando leu na Casa Branca uma declaração condenando a "violência racista".

Um sinal claro deste desconforto é que os republicanos sequer apareceram na televisão para defender o presidente, e as únicas vozes a emergir foram de crítica.

"Em Charlottesville, os errados estão claramente do lado da KKK e dos supremacistas brancos", disse a presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna Romney McDaniel, à rede ABC.

"É preciso que ele repare os danos, e é preciso que os republicanos se manifestem alto e forte", afirmou à rede NBC, nessa mesma linha, o governador de Ohio, John Kasich, que enfrentou Trump nas prévias do partido na corrida pela Presidência em 2016. Kasich advertiu que Trump corre o risco de "colocar a Presidência em um terreno que não é aceitável para o país".

Tweet de Obama citando Mandela se torna o mais popular da história

O ex-presidente Barack Obama reagiu com uma frase de Nelson Mandela no Twitter: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, sua origem ou sua religião".

O post se tornou o mais popular até o momento na história da rede social, informou o Twitter nesta quarta-feira (16).

O jornal The New York Times lamentou em editorial o comportamento de Trump: "Infelizmente, nada surpreendente. Os políticos de Washington esperavam que a indicação recente de John Kelly, um ex-general dos Marines, ao posto de chefe de gabinete da Casa Branca impusesse um pouco de disciplina nesse governo caótico", escreveu o jornal.

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