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Hollywood

Morreu Jerry Lewis, o comediante que fez rir gerações de brasileiros

Jerry Lewis: o rei da comédia pastelão nos anos 50 e 60.
Jerry Lewis: o rei da comédia pastelão nos anos 50 e 60. REUTERS/Phil McCarten

Tendo sofrido problemas cardíacos por décadas, Jerry Lewis morreu neste domingo (20), aos 91 anos, quando estava em casa, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

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Jerry Lewis, nascido em 1926 como Joseph Levitch, ganhou destaque na mídia norte-americana a partir da década de 1950, quando fazia dupla com o comediante Dean Martin. Juntos, Lewis e Martin estrelaram dezesseis comédias hollywoodianas, que lhes trouxeram fama mundial. Em 1956, a parceria chegou ao fim, com os dois comediantes seguindo carreira solo.

Tendo participado, como ator, diretor, produtor ou roteirista, de mais de 70 filmes, Lewis morreu sem ter conseguido distribuir o seu mais ambicioso projeto. A produção, de 1972, faz hoje parte da mitologia hollywoodiana. Intitulado O dia em que o palhaço chorou, o filme conta a história de um palhaço decadente que, durante a Segunda Guerra Mundial, vai parar num campo de concentração da Alemanha nazista. Rejeitado pelos estúdios já depois de pronto, O dia em que o palhaço chorou foi arquivado por Lewis, que detinha a única cópia, sem mostrá-la a ninguém. Até o fim da vida, Lewis se recusou a falar do filme, até hoje inédito.

Na década de 1970, sentindo a desaceleração da sua carreira, Lewis chegou a dar aulas de cinema na University of Southern California, onde teve como alunos, dois rapazes chamados Steven Spielberg e George Lucas.

O rei da comédia

Sua estrela voltaria a brilhar na década de 1980, protagonizando filmes como Um trapalhão mandando brasa, Um sonho americano e Rir é viver. Mas o grande destaque da década, e seu último sucesso, veio com um convite de Martin Scorcese para interpretar o apresentador de TV Jerry Langford em O rei da comédia, filme estrelado por Robert de Niro. Ainda que o filme tenha sido um fracasso de bilheteria no seu lançamento, hoje ele é considerado por muitos um clássico dos anos 80 sobre a celebridade.

Na França, Lewis recebeu a maior honraria concedida a um estrangeiro, a medalha da Legião de Honra, pela sua contribuição para o cinema mundial. Apesar do seu estilo de comédia pastelão, Lewis era considerado um gênio da cinematografia pela crítica francesa, incluindo a célebre revista Cahiers du Cinema, que o colocava no mesmo nível de John Ford e Orson Welles.

"Tenho orgulho do que alcancei"

Descartando a modéstia, Lewis rebatia a crítica mais intelectualizada, dizendo que era “um gênio versátil, talentoso, rico e mundialmente famoso”. Depois, completava: “Tenho um QI de 190 – o que é considerado QI de gênio. Algumas pessoas não gostam disso, mas a minha resposta para a crítica é simples: eu gosto de mim. Eu gosto do que eu me tornei. Eu tenho orgulho daquilo que eu alcancei”.

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