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América Latina

Governo da Venezuela retira do ar canal de TV colombiano

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Reuters

O canal de TV colombiano Caracol foi tirado do ar na Venezuela por ordem do governo de Nicolás Maduro, denunciou nesta quinta-feira (24) o meio de comunicação.

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"Lamentamos profundamente essa decisão”, assinalou Juan Roberto Vargas, diretor de notícias da Caracol, falando à emissora BLU Radio.

Maduro havia denunciado há alguns dias uma "campanha terrível contra seu governo" e acusou diretamente meios de comunicação colombianos como o Caracol e os jornais El Tiempo e El Espectador.

A ordem de retirada do ar foi emitida pela Conatel, a autoridade de telecomunicações venezuelana.

Em fevereiro passado, o órgão também determinou a saída da CNN em espanhol e, dois meses depois, do canal colombiano El Tiempo e do argentino Todo Noticias.

Em 2014, o canal colombiano de notícias NTN24 também foi tirado do ar pelo organismo.

Colapso da Venezuela

Na quarta-feira (23), o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse que “o  colapso da Venezuela coloca em risco o Ocidente porque propicia o narcotráfico e a imigração ilegal”.

Ele fez a afirmação em discurso para a comunidade venezuelana em Miami.

"Como diz o presidente Trump, uma Venezuela estável e pacífica é do interesse de todo o hemisfério", declarou Pence para cerca de 600 pessoas reunidas em uma igreja católica em Doral, bastião do exílio venezuelano em Miami.

Para o vice-presidente, "o colapso da Venezuela afetará a todos, trará mais narcotráfico e os assassinatos consequentes e mais imigração ilegal", um fenômeno contra o qual Trump prometeu linha dura.

Pence regressou na semana passada de uma viagem a Colômbia, Argentina, Chile e Panamá, dominada pelo tema venezuelano.

Libertação de opositores

Em Miami, o vice dos EUA prometeu "continuar trabalhando com os parceiros da região" para exigir a libertação de opositores presos na Venezuela e o respeito aos direitos humanos e não aventou a possibilidade de uma ação militar, um fantasma evocado por Trump.

"Trabalhando com nossos aliados latino-americanos, os EUAenfrentarão e derrotarão todos os que se atrevam a ameaçar nosso bem-estar".

Mergulhada em uma grave escassez de alimentos e medicamentos, a Venezuela enfrenta uma onda de protestos que já deixou 125 mortos entre abril e julho.

No início de agosto, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, emplacou uma Assembleia Constituinte considerada por vários países como um passo para a "ditadura".

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