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Venezuela/Crise

Maduro tira mais duas rádios do ar e faz exercícios militares

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta forte contestação interna e externa há mais de cinco meses.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta forte contestação interna e externa há mais de cinco meses. REUTERS/Marco Bello

Duas importantes emissoras de rádio de Caracas foram tiradas do ar na noite de sexta-feira (25) por ordem do governo de Nicolás Maduro. Os diretores das rádios afetadas e organizações de imprensa denunciam o caso como mais uma arbitrariedade de Maduro.

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"Uma comissão da Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) procede ao fechamento da 92.9 FM. Viva a 92", alertou no Twitter Jaime Nestares, diretor da Rádio Caracas Radio, do grupo empresarial 1BC, dono da estação. Posteriormente, foi informado o fechamento da rádio Mágica 99.1 FM.

O Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) confirmou as informações. Já a Conatel não se pronunciou formalmente sobre a decisão.

A medida foi tomada menos de 48 horas depois da ordem de fechamento pelas operadoras a cabo venezuelanas dos canais de televisão colombianos Caracol e RCN.

Em fevereiro, a Conatel tirou do ar a CNN em espanhol e, em abril, foi a vez do canal colombiano El Tiempo e do argentino Todo Noticias. Em 2014, o canal colombiano de notícias NTN24 foi retirado da grade de programação.

Novas sanções e exercícios militares

O presidente venezuelano quer processar por "traição à pátria" o chefe do Parlamento, Julio Borges, e outros líderes da oposição, sob acusação de que eles fizeram lobby a favor das sanções financeiras impostas ontem pelos Estados Unidos ao país. Washington proibiu a negociação de novas dívidas do governo venezuelano e da petroleira estatal PDVSA. Maduro e cerca de 20 de seus funcionários já tinham sido atingidos por sanções financeiras e jurídicas.

Em meio à tensão com o governo de Donald Trump e vizinhos do Mercosul, cerca de 900.000 militares e civis venezuelanos farão neste fim de semana manobras ordenadas por Maduro.

Com o envio de tanques de guerra e soldados, práticas de franco-atiradores, sobrevoo de aeronaves e treinamentos de armas, cerca de 200.000 homens da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e outros 700.000 milicianos, reservistas e civis participarão do "Exercício Soberania Bolivariana 2017".

Com agências internacionais

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