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EUA

Ataque em Las Vegas relança debate sobre porte de armas nos EUA

Estande de venda de armamento nos EUA, onde a Constituição protege os cidadãos que querem ter armas para se defender.
Estande de venda de armamento nos EUA, onde a Constituição protege os cidadãos que querem ter armas para se defender. REUTERS/John Sommers

O tiroteio durante um show na noite de domingo (1°) em Las Vegas lançou novamente o debate sobre o porte de armas nos Estados Unidos. Segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia, o atirador tinha mais de dez fuzis em seu quarto de hotel.

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Mesmo se as investigações ainda são no início, a oposição democrata já começou a se exprimir sobre o tiroteio, pedindo um debate aprofundado sobre o acesso às armas de fogo no país. Principalmente após a revelação de que o autor do massacre teria um verdadeiro arsenal.

Apenas algumas horas após o ataque, Hillary Clinton pediu mudança nas regras em vigor. “Nossa tristeza não é suficiente. Temos que deixar a política de lado, enfrentar o NRA (National Rifle Association, a maior organização do lobby das armas nos EUA) e trabalhar juntos para que isso não se repita”, disse a ex-presidenciável democrata, derrotada por Trump nas urnas.

“Há sempre atiradores com histórias e motivações diferentes. O único ponto trágico em comum é o fato de terem entre suas mãos armas potentes”, declarou Ben Rhodes, ex-conselheiro de Barack Obama, que já havia tentado mudar as regras sobre o acesso às armas no Congresso.

O senador democrata do Connecticut Chris Murphy, estado que foi palco em 2012 do massacre da escola de Sandy Hook, em Newtown, também exprimiu sua revolta após o ataque de Las Vegas. “É exasperador que meus colegas do Congresso tenham tanto medo da indústria das armas que prefiram dizer que não existe nenhuma resposta política para o problema”, declarou, pedindo uma ação dos colegas parlamentares.

As pesquisas de opinião mostram que a maioria dos norte-americanos é favorável ao endurecimento da legislação sobre o porte de armas.

Trump conta com o apoio do lobby das armas

Porém, Donald Trump sempre defendeu a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege o direito do povo de manter e portar armas. Durante a campanha presidencial, o magnata contou com o apoio do NRA e, desde que foi eleito, não deu nenhum sinal de que mudaria algo sobre o tema. “Vocês têm um verdadeiro amigo na Casa Branca. Me apoiaram e podem contar com meu apoio”, declarou Trump 100 dias antes de sua chegada ao poder.

Para conquistar a confiança do RNA, o presidente sempre lembrou que dois de seus filhos são membros do grupo há anos. “Eles têm tantos fuzis em casa que às vezes me preocupo”, ironizou Trump inúmeras vezes.

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