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Peru, Odebrecht, Kuczynski

Presidente peruano depõe sobre laços com a Odebrecht

Presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski assite à cerimônia no palácio do governo em Lima, Peru em 27 de dezembro de 2017.
Presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski assite à cerimônia no palácio do governo em Lima, Peru em 27 de dezembro de 2017. REUTERS/Guadalupe Pardo

O presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski foi interrogado pela segunda vez nesta quinta-feira (28) a respeito de seus laços com a Odebrecht.

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O interrogatório, que durou cerca de 4h, aconteceu uma semana depois que o presidente sobreviveu a uma tentativa de impeachment no Congresso, que é dominado pela oposição. A moção foi proposta em resposta a acusações de que o ex-banqueiro de 79 anos havia mentido para encobrir seus laços com a Odebrecht. Depois de negar as acusações, Kuczynski admitiu este mês que aceitou dinheiro da empresa brasileira entre 2004 e 2013, quando era ministro da economia do governo de Alejandro Toledo. No entanto, tanto a companhia, quanto o presidente dizem que o dinheiro era legítimo e serviu para pagar taxas de consultoria.

Investigadores também ouviram Keiko Fujimori, líder do principal partido de oposição Força Popular, que foi interrogada sobre financiamento ilegal de sua campanha eleitoral, acusação que também envolve a Odebrecht.

A empresa de construção admitiu ter pago milhões de dólares em subornos a oficiais de diversos países latino-americanos para conseguir contratos lucrativos de construção. A Odebrecht já pagou US$2.6 bilhões em multas aos governos brasileiro, suíço e americano.

Depoimentos acontecem em meio à crise política

Enquanto Kuczynski tenta se livrar das acusações, centenas de pessoas pediram a renúncia do presidente durante protestos na capital Lima. Os manifestantes vêm saindo às ruas ao longo da semana, após o indulto concedido por Kuczynski ao ex-presidente Alberto Fujimori, de 79 anos, que cumpria uma pena de 25 anos por corrupção e crimes contra a humanidade.

Enquanto Kuczynski diz que tomou a decisão por motivos humanitários, críticos dizem que o presidente tinha razões políticas, já que o filho de Fujimori o ajudou a evitar o impeachment alguns dias antes. O polêmico perdão presidencial foi criticado por organizações internacionais de direitos humanos e pela ONU.

A decisão também teve repercussão no própio governo. Nesta quarta-feira (27), o ministro da Cultura, Salvador del Solar, renunciou ao seu cargo por conta do perdão. Diversos outros funcionários do Ministério da Justiça, três legisladores do partido do governo, e o presidente executivo da televisão pública e rádio do Peru, Hugo Coya, tomaram a mesma decisão.

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