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Linha Direta

Coreia do Norte: Trump está disposto a conversar com Kim Jong-Un

Áudio 04:13
Depois da recente reaproximação entre as duas Coreias, o presidente Donald Trump e seu governo se mostraram dispostos a conversar com a Coreia do Norte.
Depois da recente reaproximação entre as duas Coreias, o presidente Donald Trump e seu governo se mostraram dispostos a conversar com a Coreia do Norte. REUTERS/Carlos Barria TPX IMAGES OF THE DAY

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que está pronto para iniciar um diálogo direto com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, depois de conversar nesta quarta-feira (10) com o chefe de Estado sul-coreano Moon Jae-In. Trump busca capitalizar as conversas iniciadas entre as duas Coreias por conta dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem na Coreia do Sul no mês que vem.

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Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

O aceno de Trump, sugerindo a possibilidade de um diálogo “importante para a paz mundial” surpreendeu políticos e acadêmicos nos EUA. Basta lembrar que há menos de três meses o presidente Donald Trump havia dito ao secretário de Estado, Rex Tillerson, que ele estava ‘perdendo tempo’ ao tentar estabelecer um diálogo direto com a Coreia do Norte.

Agora Trump diz que não descarta até mesmo uma conversa telefônica com Kim Jong-Un. Uma mudança tão radical, em tão pouco tempo, em relação a um país cujo programa nuclear é considerado um dos maiores perigos para o planeta, aumentam as críticas de experts em relação à falta de coerência da política externa da administração republicana.

O mais impressionante é que, nas conversas com os jornalistas, membros do governo afirmaram que a postura de Trump sempre foi a de iniciar um diálogo com o regime comunista, mas que precisava ter a certeza de que a oferta do outro lado era séria. O que se diz é que os EUA querem aproveitar o momento de distensão na Península Coreana para iniciar negociações em torno do fim dos testes nucleares e da ameaça de sanções à combalida economia norte-coreana.

"Meu botão é maior do que o seu"

Parece contraditório, já que, na semana passada, Trump estava fazendo comparações entre os respectivos tamanhos dos botões nucleares dos dois países. E o “Wall Street Journal” publicou extensa reportagem sobre estudos do Pentágono em torno de um possível ataque-surpresa preventivo a instalações nucleares na Coreia do Norte. Mesmo assim, os republicanos garantem que “dentro das circunstâncias ideais e no momento certo”, o diálogo é muito bem-vindo.

Com a pressão feita pela administração Trump para a redução drástica de canais econômicos e financeiros de China e Rússia com a Coreia do Norte, Pyongyang não teve outra saída a não ser iniciar conversas com Seul. A Casa Azul, sede do governo sul-coreano, afirma que o presidente Trump se comprometeu a não usar força militar contra os vizinhos do norte enquanto as duas Coreias seguirem conversando.

A dificuldade central em uma eventual distensão entre Washington e Pyongyang é justamente a condição previa estabelecida pelo governo Trump para sentar à mesa de negociações com os norte-coreanos: a do fim do programa nuclear do país comunista. E esta prerrogativa ainda não foi alterada. E como Kim Jong-Un vê seu poderio bélico como garantia para a manutenção do regime, a exigência impede qualquer avanço prático real.

O consenso, aqui nos EUA, é de que o perigo norte-coreano está chegando a um nível extremamente alto e que a Casa Branca será forçada, nos próximos meses, provavelmente depois das Olimpíadas de Inverno, a tomar uma decisão final sobre o arsenal nuclear da Coreia do Norte.

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