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EUA/governo

EUA: Trump apoia projeto para investigar melhor comprador de armas

Manifestantes contra as armas de fogo em Parkland, na Flórida, em fevereiro de 2018
Manifestantes contra as armas de fogo em Parkland, na Flórida, em fevereiro de 2018 REUTERS

O presidente americano Donald Trump disse nesta segunda-feira (19) que apoia um projeto que visa melhorar a verificação dos antecedentes criminais dos compradores de armas de fogo. O anúncio foi feito pela Casa Branca, em resposta ao tiroteio que deixou 17 mortos em uma escola da Flórida.

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O chefe de Estado americano se encontrou com o senador republicano John Cornyn para falar do projeto que ele e um outro parlamentar democrata, Chris Murphy, pretendem apresentar ao Congresso. O objetivo é melhorar os procedimentos para verificar a identidade dos americanos que querem adquirir armamento.

Nikolas Cruz, um ex-aluno da escola Marjory Stoneman Douglas, de Parkland, que abriu fogo no local e deixou 17 mortos no estabelecimento, obteve a licença para comprar seu fuzil automático aos 19 anos, apesar de seus professores e colegas terem conhecimento de seu comportamento violento.

A ideia do projeto é que as autoridades locais e regionais apliquem a legislação e transmitam os antecedentes judiciais para o NICS, o banco de dados nacional que possibilita uma verificação mais instantânea dos perfis mais perigosos.

Em um pronunciamento na quinta-feira (15), depois do tiroteio na Flórida, o presidente americano não pronunciou em nenhum momento a palavra “arma de fogo”, lembrando que era necessário “detectar quem eram as pessoas que sofriam de problemas psiquiátricos”.

Sobreviventes organizam marcha

Os estudantes que sobreviveram ao tiroteio da Flórida anunciaram, neste domingo (18), a organização de uma marcha no dia 24 de março, em Washington, para exigir leis mais rígidas de controle de armas, depois que a tragédia em Parkland reavivou esse recorrente debate nos Estados Unidos.

Desde esse dia, muitas vozes se levantaram contra o peso da National Rifle Association (NRA) na política nacional. O mais poderoso lobby de armas no país defende a livre venda de armas pessoais.

Espera-se que a manifestação de Washington, batizada de "Marcha por nossas vidas", inspire outros eventos em todo país. "Não é contra o Partido Republicano, ou contra os democratas", garantiu a estudante Cameron Kasky em entrevista à rede de televisão ABC.

"Todos os políticos de ambos os lados que recebem dinheiro da NRA são responsáveis", frisou. O lobby se opõe a qualquer limitação no setor, apoiando-se na Segunda Emenda da Constituição, a qual garante a qualquer cidadão americano o direito à posse e ao porte de arma.

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