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Armas/EUA

Protesto contra armas de fogo reúne milhares de estudantes nos Estados Unidos

Milhares de estudantes norte-americanos se mobilizam em todo o país contra as armas de fogo, em 14 de março de 2018.
Milhares de estudantes norte-americanos se mobilizam em todo o país contra as armas de fogo, em 14 de março de 2018. REUTERS/Lindsey Wasson

"Proteja nosso futuro, não as armas de fogo": dezenas de milhares de estudantes norte-americanos interromperam as aulas nesta quarta-feira (14) e exigiram medidas de Donald Trump para evitar novos assassinatos nas escolas.

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De Nova York à Califórnia, de Chicago ao Texas, os adolescentes prepararam meticulosamente cartazes e slogans para o protesto "National School Walkout". Para muitos, este foi seu primeiro evento, uma manifestação que já é considerada a mais importante nos últimos anos contra o porte de armas de fogo, que muitos cidadãos norte-americanos consideram ser um de seus direitos mais básicos.

Centenas de estudantes universitários e do ensino médio reuniram-se em frente à Casa Branca, em Washington. "Orações, isso não é suficiente", gritaram para o presidente dos Estados Unidos. A mobilização também foi destinada a prestar homenagem às vítimas do massacre em um colégio da Flórida, apenas um mês depois da tragédia.

A interrupção nas aulas começou às 10h da manhã locais e foi prevista para durar 17 minutos, ou um minuto para cada uma das 17 pessoas mortas no dia 14 de fevereiro em Parkland. Mas em muitas escolas, os alunos extrapolaram a duração do ato. "Nossos políticos, nossos representantes no parlamento, nosso presidente, nosso governador, eles não falam em nosso favor, é realmente triste, é por isso que cabe a nós reagir", disse Emiro Portillo, um estudante do ensino médio.

"Orações não são à prova de balas"

Em frente à Casa Branca, estudantes gritavam slogans hostis à Associação Nacional do Rifle (NRA), o mais importante lobby pró-armas dos Estados Unidos. "Pensamentos e orações não param as balas", dizia um cartaz. Alguns jovens se sentaram emocionados durante a menção aos adolescentes mortos na Flórida.

Em seguida, eles se juntaram nas imediações do Capitólio, a sede do Congresso norte-americano. Em uma iniciativa simbólica, sete mil pares de sapatos foram colocados na terça-feira (13) diante do imponente edifício, um tributo às 7 milcrianças mortas por armas de fogo em cinco anos.

"Queremos mostrar ao Congresso e aos políticos que não aprovamos as armas de fogo, que não vamos permanecer em silêncio", afirmou Brenna Levitan, uma estudante de 17 anos. "Parkland será o último tiroteio", completou.

Dezenas de congressistas vieram conhecer os jovens manifestantes. Entre eles, o ex-candidato nas primárias, o democrata Bernie Sanders, foi aplaudido como uma estrela do rock. O "National School Walkout" explodiu nas redes sociais com as hashtags  #Enough (chega) e #NeverAgain (nunca mais). O movimento se opõe a "qualquer legislação destinada a proteger escolas com mais armas".

As armas de fogo matam mais de 30 mil pessoas por ano nos Estados Unidos.

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