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Colômbia

Encontro em Medellín busca soluções para estancar extinção de espécies

depois de atravessar um período de branqueamento, os corais na Polinésia retomaram um pouco das cores.
depois de atravessar um período de branqueamento, os corais na Polinésia retomaram um pouco das cores. RFI / Anne-Cécile Bras

Mais de 750 especialistas de todo o mundo se reúnem por uma semana na Colômbia para avaliar a "crise" da biodiversidade na Terra e defender soluções contra a extinção maciça das espécies, a primeira desde o desaparecimento dos dinossauros.

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"Proteger a biodiversidade é tão importante quanto a luta contra as mudanças climáticas", declarou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, no sábado (17), na abertura da VI sessão plenária da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES).

Este fórum reúne cientistas e tomadores de decisão de 116 dos 128 Estados membros do IPBES até 26 de março em Medellín, a segunda maior cidade da Colômbia, o país mais biodiversificado do planeta depois do Brasil. "O que acontece com um, acontece com todos. Se estamos cientes disso, podemos ser mais responsáveis em termos de proteger o meio ambiente e preservar a paz", disse Santos, cujo país está emergindo pouco a pouco de meio século de conflito armado.

"Hoje, o mundo está em uma encruzilhada", acrescentou Sir Robert Watson, presidente do IPBES, lamentando que "a degradação histórica atual e a destruição da natureza sabotam o bem-estar humano para incontáveis gerações".

De acordo com o IPBES, a Terra enfrenta uma "extinção maciça" de espécies, a primeira desde o desaparecimento de dinossauros há cerca de 65 milhões de anos, a sexta em 500 milhões de anos.

Cinco relatórios, três anos de trabalho

Em Medellín, os especialistas avaliarão os danos causados à fauna, flora e solos da Terra. Em seguida, serão revelados os esboços de cinco relatórios volumosos, bem como soluções para minimizar o impacto das atividades humanas no meio ambiente.

"Ao degradar a biodiversidade, também estamos reduzindo a alimentação das pessoas, a água limpa que precisamos beber e as florestas que são nossos pulmões", advertiu o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Erik Solheim, em uma mensagem retransmitida de Brasília, onde participa do Fórum Mundial da Água.

Para avaliar a situação, o IPBES dividiu o planeta em quatro regiões: Américas, África, Ásia-Pacífico e Europa-Ásia Central. Cada uma tem sido objeto de uma análise minuciosa e um relatório de 600 a 900 páginas. O diagnóstico será feito na próxima sexta-feira. "Um desafio imensamente ambicioso nos espera esta semana", disse a secretária executiva dp IPBES, Anne Larigauderie.

Durante três anos, cerca de 600 pesquisadores se ofereceram para trabalhar nessas avaliações, que sintetizam os dados de cerca de 10.000 publicações científicas. O resultado final cobre toda a Terra, com exceção das águas internacionais dos oceanos e da Antártica.

Mas 1.200 espécies são ameaçadas pelo desmatamento e a poluição, em particular devido à extensa produção agrícola e pecuária, plantações ilegais de maconha e coca, matéria-prima para a cocaína, e operações de mineração ilegal.

Com informações da AFP

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