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Colômbia/eleições

Colombianos vão às urnas no 2° turno das eleições presidenciais

Gustavo Petro e e Ivan Duque disputam as eleições presidenciais na Colômbia
Gustavo Petro e e Ivan Duque disputam as eleições presidenciais na Colômbia Luis ACOSTA, Raul ARBOLEDA / AFP

Na Colômbia, cerca de 36 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo (17) para o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado entre o conservador Ivan Duque e o candidato da esquerda radical Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do movimento M-19.

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Duque, aliado do ex-presidente Álvaro Uribe, prometeu rever o acordo concluído entre as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), e o presidente Juan Manuel Santos. Os 11.230 locais de votação devem abrir por às 8h da manhã no horário local.

O senador Duque venceu o primeiro turno com 39,14% dos votos e é o favorito segundo as últimas pesquisas. Mas Petro acredita que pode reverter a derrota de 27 de maio e se tornar o primeiro presidente a governar o país sem a ameaça armada da Farc em seis décadas. Além disso, a corrupção, a desaceleração econômica, a saúde e o avanço do narcotráfico, que afeta as fronteiras com Venezuela e Equador, preocupam os colombianos.

Duque conquistou seus eleitores com um discurso conservador que defende a empresa privada e o corte de impostos e da burocracia. Ele promete modificar o acordo de paz de 2016 com as Farc para impedir que os rebeldes que já entregaram as armas e estão envolvidos em crimes graves possam atuar na política sem antes cumprir uma pena mínima de detenção.

O candidato também propõe endurecer as condições para o diálogo em curso com os rebeldes do ELN. Ainda que as Farc já tenham deixado as armados e participado nas legislativas de março, ainda falta, contudo, implementar o sistema de justiça que garanta "verdade e reparação" a milhões de vítimas.

Outra pendência envolve as reformas rurais, que poderiam evitar a retomada do conflito. Se eleito, Duque terá maioria no Congresso para ajustar o processo, além de poder contar com o apoio das bancadas evangélica e ultraconservadora que rejeitam o casamento e adoção por homossexuais.

O reformismo da esquerda

Por sua vez, Petro, ex-prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro da dissolvida guerrilha M-19, hoje partido político, obteve 25,08% dos votos no primeiro turno e o direito de a esquerda disputar seu segundo turno em um país historicamente governado pela direita. Aos 58 anos, o candidato promete profundas reformas econômicas, entre elas a taxação da terra improdutiva.

Ele pretende honrar os compromissos que garantem que os ex-líderes guerrilheiros recebam penas alternativas à prisão, se confessarem seus crimes, e indenizarem as centenas de milhares de vítimas de um conflito que também contou com a participação de paramilitares de ultradireita e de agentes do Estado.

Em um dos países mais desiguais do mundo, Petro planeja uma economia não dependente do petróleo e uma agenda ambiental e progressista em temas sociais. Mas seu discurso antissistema serviu de pretexto para que seus adversários o acusassem de ser um populista que busca implantar o "modelo fracassado" de Venezuela.

Petro, que começou a campanha defendendo uma Constituinte para reformar a política e a justiça, terminou em tom mais moderado, comprometendo-se inclusive a não expropriar e respeitar a propriedade privada.

(Com informações da AFP)

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