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EUA/México

"Não seremos cúmplices dessa tragédia", diz governador de NY sobre política migratória de Trump

Protesto contra política de Trump que separa crianças imigrantes de suas famílias, quando eles entram nos Estados Unidos sem documentos, em 17 de junho de 2018.
Protesto contra política de Trump que separa crianças imigrantes de suas famílias, quando eles entram nos Estados Unidos sem documentos, em 17 de junho de 2018. REUTERS/Stephanie Keith

Quatro estados dos Estados Unidos se negaram nesta terça-feira (19) a enviar tropas para a fronteira com o México, em protesto contra a polêmica decisão do governo de Donald Trump de separar de seus pais os filhos de imigrantes em situação ilegal.  

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Colorado, Nova York, Maryland e Massachusetts disseram que não enviariam tropas da Guarda Nacional estatal para o serviço de fronteira. "Não seremos cúmplices dessa tragédia humana", declarou nesta terça-feira (19) o governador democrata de Nova York, Andrew Cuomo.

"Diante do tratamento desumano do governo federal das famílias de imigrantes, Nova York não vai implantar a Guarda Nacional na fronteira", garantiu Cuomo no Twitter. Larry Hogan, o governador republicano de Maryland, também indicou que não enviará membros da Guarda Nacional para a fronteira "até que essa política de separar as crianças de suas famílias tenha sido rescindida". Hogan informou que ordenou o "retorno imediato" de quatro membros de uma tripulação de helicópteros estacionada no estado fronteiriço do Novo México.

John Hickenlooper, o governador democrata do Colorado, assinou uma ordem executiva na segunda-feira proibindo o uso de recursos estatais "com a finalidade de separar qualquer criança de seus pais ou tutor", uma prática que chamou de "cruel e anti-americana". O governador de Massachusetts, Charlie Baker, também considerou a medida "cruel e desumana" e disse que não enviaria uma tripulação de helicópteros da Guarda Nacional que deveria ir à fronteira no final deste mês.

Crianças separadas de suas famílias

O governo Trump tem sido duramente criticado dentro e fora do país por essas separações familiares, produto de uma política de "tolerância zero" em relação aos imigrantes em situação ilegal. Desde o anúncio desta medida no início de maio, 2.342 crianças e jovens imigrantes foram separados de suas famílias, de acordo com os últimos dados oficiais.

Trump acusou a oposição democrata de ser responsável pela crise, bloqueando a reforma migratória discutida no Congresso. "Se você não tem fronteiras, não tem país!", tuitou o presidente republicano nesta terça-feira.

Trump anunciou em abril seus planos de enviar milhares de soldados da Guarda Nacional para a fronteira, onde poderiam permanecer até que o muro que ele prometeu construir na fronteira sul do país fosse concluído.

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