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Crise na Nicarágua provoca onda de migração para a Costa Rica

Nicaraguenses chegam na cidade de Penas Blancas, na Costa Rica, no dia 26 de julho de 2018.
Nicaraguenses chegam na cidade de Penas Blancas, na Costa Rica, no dia 26 de julho de 2018. REUTERS/Oswaldo Rivas

Com a correspondente da RFI em San José, Léa MorillonA crise política e social na Nicarágua já dura três meses. A repressão violenta do governo de Daniel Ortega já causou mais de 300 mortes, segundo ONGs, e agora provoca uma onda de migração. Muitos nicaraguenses se vêem forçados a fugir de seu país, a maioria deles para a vizinha Costa Rica, que começa a implementar medidas para administrar o fluxo de migrantes.

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O governo costarriquenho se recusa a falar de uma crise migratória. No entanto, já são mais de 3 mil nicaraguenses que atravessam a fronteira a cada semana. Este número ainda pode aumentar, dado que a situação na Nicarágua continua instável.

Para administrar esse fluxo de migrantes, o governo da Costa Rica acaba de assinar um novo decreto. "Na verdade, esse plano abrangente é uma resposta de muitas instituições do Estado", explica à RFI Espy Campbell, vice-presidente e ministro de Relações Exteriores da Costa Rica. “Todas as organizações são obrigadas a apresentar um plano de contingência para os imigrantes. É uma coordenação para responder a essas demandas extraordinárias, sem prejudicar os serviços costarriquenhos”.

Além deste plano de ação, a Costa Rica abriu dois centros de acolhimento, um no norte e outro no sul do país. No total, eles podem acolher 2 mil refugiados. Esses centros foram criados com a ajuda da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Agência de Refugiados das Nações Unidas. A ajuda financeira de US$ 200 mil recebida dessas instituições também foi usada para aumentar o número de funcionários de imigração e acelerar os processos de asilo.

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