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Fronteiras

Passageiro embarcado no Brasil é o primeiro detido em aeroporto com uso de reconhecimento facial

Sistemas de reconhecimento facial cada vez mais usados no cotidiano.
Sistemas de reconhecimento facial cada vez mais usados no cotidiano. Getty Images/Science photo library/Alfred Pasieka

A tecnologia de reconhecimento facial ajudou as autoridades americanas na prisão de um homem que tentava entrar nos Estados Unidos, no aeroporto de Washington, com documentos falsos.

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Na quarta-feira (22), um rapaz de 26 anos, vindo de São Paulo, foi interceptado ao passar pelo controle. O resultado do reconhecimento facial mostrou que ele não era a mesma pessoa da foto exibida no passaporte que ele apresentou aos agentes de fronteira.

Dulles é um dos 14 aeroportos americanos a adotarem esse tipo de equipamento na alfândega e já na primeira semana de funcionamento impediu que o impostor entrasse em solo americano usando um passaporte francês.

Após uma busca, os policiais encontraram a verdadeira identidade do passageiro. O documento oficial da República do Congo estava escondido em seu sapato. O nome do homem não foi divulgado. Ele foi apreendido e enviado de volta ao Brasil.

“Big Brother”

O uso do reconhecimento facial tem crescido para o controle de fronteiras e outros usos, mesmo com o aumento da preocupação sobre a invasão de privacidade. Ativistas dizem que há poucas garantias quanto ao uso de bancos de dados para esse fim ​​e argumentam que a tecnologia poderá levar a um estado de vigilância comparado a um "Big Brother".

Estudos recentes mostrando que o reconhecimento facial pode não ser preciso, dependendo da cor da pele, aumentam a resistência. No entanto, essa tecnologia está sendo cada vez mais adotada em todo o mundo, especialmente na China, onde o uso é corrente.

Os agentes de fronteira do aeroporto de Washington Dulles afirmam que o sistema biométrico é 99% seguro para determinar se um passaporte é original ou não. Segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a tecnologia agiliza a velocidade do processo de entrada e saída dos passageiros, validando as identidades. 

As autoridades dos Estados Unidos também estão avaliando o uso da tecnologia biométrica para acelerar os check-ins nos aviões, substituindo os cartões de embarque. Um comunicado da agência americana destaca o "comprometimento com as obrigações de privacidade" e informa que várias pesquisas sobre o impacto dessa medida foram recentemente publicadas.

 

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