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França/Estados Unidos

Em Paris, Trump diz que quer "Europa forte" depois de encontro com Macron

Depois de reunião no palácio do Eliseu, Trump diz que quer "Europa forte"
Depois de reunião no palácio do Eliseu, Trump diz que quer "Europa forte" (Foto: Reuters)

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste sábado (10) ao chefe de Estado americano, Donald Trump, que “trabalharia para que a Europa pudesse arcar com o custo da defesa do continente na Otan”. Macron recebeu Trump hoje de manhã no palácio do Eliseu.

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O presidente americano desembarcou nesta sexta-feira (9) na capital francesa ao lado de sua esposa Melânia, para participar de parte das comemorações de 11 novembro – data que celebra, neste ano, os cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Na chegada, ele criticou Macron, que teria sugerido que a Europa criasse seu próprio Exército para se proteger dos EUA, China e Rússia.

Em resposta, Macron disse que exporia a Trump as propostas da Europa, que levam em conta sua capacidade estratégica, para aumentar a contribuição do bloco dentro da OTAN. “Você conhece meu ponto de vista e aprecio quando você se refere à divisão do ônus”, respondeu Trump, com a expressão fechada. “Queremos uma Europa forte”, acrescentou.

Neste sábado (10), a Presidência francesa divulgou uma nota dizendo que a declaração "foi mal interpretada" durante uma entrevista e que o chefe de Estado francês nunca teria proposto um Exército europeu contra os Estados Unidos.O encontro, segundo fontes do palácio do Eliseu, foi "construtivo", e Trump teria declarado que os dois países "seguem a mesma linha".

Defesa europeia é tema polêmico

A questão da defesa europeia é um assunto delicado para o presidente americano, que repete com frequência que os Estados Unidos pagam muito para garantir a segurança da Europa, às custas do contribuinte americano. A União Europeia não tem Forças Armadas, mas o tema é recorrente, já que envolve a soberania dos diversos Estados europeus. Em 2019 foi acertado um Fundo Europeu de Defesa para desenvolver as capacidades dos países e promover a independência estratégica do bloco.

A França iniciou em paralelo com oito sócios europeus e independentemente da Otan um grupo de intervenção destinado a realizar rapidamente operações militares e assistência em caso de desastre. Depois de almoçar com Macron e sua esposa Brigitte, Trump e a primeira-dama americana, Melania, deveriam ir até o cemitério americano de Bois-Belleau, a 100 km a leste de Paris, e de Suresnes, no subúrbio da capital francesa, mas as visitas foram canceladas por conta do mau tempo.

Esta é a segunda visita de Trump à França desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2017. Neste mesmo ano, em 14 de julho, o líder americano assistiu o desfile militar organizado todos os anos pela França. Trump participará no domingo, ao lado de mais de 60 chefes de Estado e de governo, de uma cerimônia no Arco do Triunfo em Paris.

 

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