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Venezuela/ Crise

Crise na Venezuela: Guaidó aumenta pressão sobre Maduro

Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, aumenta a pressão contra Nicolás Maduro.
Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, aumenta a pressão contra Nicolás Maduro. France24

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou um ultimato feito pela Europa para que convoque eleições livres, mas o autoproclamado presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, aumentará a pressão com a convocação de uma marcha de apoio ao seu governo e a promessa de anistia para os militares que colaborarem com o governo de transição.

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"Devem retirar este ultimato. Ninguém pode nos dar um ultimato", disse Maduro em uma entrevista ao canal CNN Turk exibida neste domingo (27).

Espanha, França, Alemanha e Reino Unido advertiram no sábado que se Maduro não convocar eleições no prazo de oito dias, pretendem reconhecer Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como "presidente interino".

Ao mesmo tempo, estimulado pelo apoio cada vez mais firme da Europa e Estados Unidos, assim como a deserção do adido militar venezuelano em Washington, Guaidó pediu a seus seguidores que distribuam neste domingo o documento da lei de anistia aprovado pelo Parlamento de maioria opositora, que ele preside desde 5 de janeiro.

Guaidó, de 35 anos, se autoproclamou presidente interino na quarta-feira, após a Assembleia Nacional declarar Maduro "usurpador" por iniciar, em 10 de janeiro, um segundo mandato considerado ilegítimo por parte da comunidade internacional, que estima que sua reeleição foi fraudada.

Desde então, Estados Unidos, Canadá e muitos países sul-americanos, como Brasil, Argentina e Colômbia, reconheceram o líder opositor.

Rússia e China, ambas com poder de veto no Conselho de Segurança, se mostram leais a Maduro, junto a aliados históricos de Caracas como Turquia, Bolívia, Cuba e Nicarágua.

Kremlin desmente boato

O Kremlin desmentiu, neste domingo (27) a presença de mercenários contratados por empresas militares privadas russas na Venezuela, em apoio ao presidente Nicolás Maduro, aliado de Moscou, cujo governo está sendo desafiado pelo líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó.

Ao ser consultado pela televisão russa sobre a suposta presença de "400 de nossos combatentes que protegem Maduro" na Venezuela, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, respondeu: "É claro que não".

Vários grandes veículos russos e internacionais noticiaram, nesta semana, o suposto envio à Venezuela de mercenários russos para apoiar o governo de Nicolás Maduro, em meio ao agravamento da crise política no país.

O embaixador russo na Venezuela disse, na sexta-feira, que a suposta presença de mercenários russos na Venezuela era uma "piada".

Papa pede solução pacífica

O papa Francisco pediu, neste domingo, uma "solução justa e pacífica" diante da "grave situação" da Venezuela.

Ele pediu que se "busque e alcance uma solução justa e pacífica para superar a crise, respeitando os direitos humanos e desejando exclusivamente o bem de todos os" venezuelanos, afirmou o pontífice durante a oração do Angelus na Cidade do Panamá.

Israel reconhece governo Guaidó

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (27) em um vídeo divulgado nas redes sociais, que seu país reconhece a "nova liderança" na Venezuela - dias depois de o opositor líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autodeclarar presidente interino.

"Israel se une aos Estados Unidos, ao Canadá, e à maioria dos países da América do Sul e países da Europa para reconhecer a nova liderança na Venezuela", disse Netanyahu.

(Com informações da AFP)

 

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