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Venezuela/ Ajuda humanitária

Cruz Vermelha vai garantir entrada e distribuição de ajuda humanitária na Venezuela

Francesco Rocca, presidente da Cruz Vermelha, participa de uma coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela. 29 de março de 2019.
Francesco Rocca, presidente da Cruz Vermelha, participa de uma coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela. 29 de março de 2019. REUTERS/Ivan Alvarado

A Cruz Vermelha começará em 15 dias a distribuir ajuda humanitária para 650 mil pessoas na Venezuela, informou a instituição nesta sexta-feira (29), advertindo que não aceitará "interferência" política em meio à luta entre o governo de Nicolás Maduro e o líder parlamentar da oposição Juan Guaidó.

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"Em um período de aproximadamente 15 dias, estaremos preparados para oferecer ajuda. Esperamos ajudar a 650 mil pessoas a princípio", disse Francesco Rocca, presidente da Federação Internacional da Cruz Vermelha, em entrevista coletiva em Caracas.

Rocca ressaltou que a organização agirá de acordo com seus princípios de "imparcialidade, neutralidade e independência", "sem aceitar a interferência de ninguém".

Em meio à escassez aguda de alimentos básicos e medicamentos, a entrada da ajuda humanitária tornou-se um dos elementos centrais da luta pelo poder entre Maduro e Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por mais de 50 países, liderados pelos Estados Unidos.

Ajuda acumulada nas fronteiras

Em 23 de fevereiro, os carregamentos de alimentos e suprimentos médicos administrados por Guaidó e enviados por Washington para a Colômbia e o Brasil foram bloqueados pelo governo socialista em meio a tumultos que deixaram cerca de sete mortos e dezenas de feridos.

Maduro alegou que essas acusações eram uma "desculpa" para uma intervenção militar com o objetivo de derrubá-lo.

Rocca expressou a disposição por parte da Cruz Vermelha de trabalhar com essa ajuda acumulada nas fronteiras da Colômbia e do Brasil com a Venezuela, mas sob as regras da instituição.

"Essa é uma questão muito politizada. Se essa ajuda estiver de acordo com nossas regras e nossos protocolos, é claro que estamos dispostos a distribuí-la", concluiu.

(Com informações da AFP)

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