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China/EUA

China diz que Trump faz "terrorismo econômico”, mas afirma não ter medo de Washington

Notas de dólar e yuan, moedas das duas principais potências econômicas mundiais, em plena guerra comercial.
Notas de dólar e yuan, moedas das duas principais potências econômicas mundiais, em plena guerra comercial. REUTERS/Jason Lee/File Photo

A China avaliou nesta quinta-feira (30) a guerra comercial bilateral deflagrada pelo presidente americano, Donald Trump, baseada em tarifas punitivas e sanções contra as companhias chinesas. Para Pequim, a postura de Washington constitui uma forma de "terrorismo econômico".

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Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhang Hanhui, disse que, acima de tudo, seu país é contrário à guerra comercial. No entanto, “não temos medo", declarou.

"Rejeitamos completamente este recurso sistemático às sanções comerciais, às tarifas e ao protecionismo. Esta instigação premeditada de um conflito comercial constitui terrorismo econômico, chauvinismo econômico e assédio econômico puro e duro", afirmou Zhang Hanhui.

"O unilateralismo e o assédio desenvolvidos afetam gravemente as relações internacionais e seus princípios fundamentais", alertou o representante de Pequim. "Este conflito comercial também terá um impacto negativo importante no desenvolvimento e na retomada da economia mundial", frisou o funcionário durante a coletiva.

Huawei na mira

Além da decisão de Washington de aumentar as tarifas de importação sobre diversos produtos chineses, que intensificou a guerra comercial entre China e Estados Unidos no início de maio, o governo norte-americano também está visando a gigante chinesa das telecomunicações Huawei, líder mundial de tecnologia 5G.

Em nome da segurança nacional, uma lei americana proíbe desde o ano passado que órgãos federais comprem equipamentos e serviços da Huawei ou trabalhem com afiliadas do grupo. A administração Trump também proibiu que empresas americanas vendam componentes à empresa chinesa, o que ameaça a sobrevivência do grupo, já que seus smartphones dependem de peças fabricadas nos Estados Unidos.

Washington afirma que Pequim pode estar manipulando os sistemas da Huawei para espionar outros países e interferir em comunicações cruciais, e pede a outras nações que evitem as redes 5G do grupo chinês.

(Com informações da AFP)

 

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