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México envia 15 mil policiais e militares para conter migrantes na fronteira com os EUA

Governo mexicano desloca 15 mil homens para a fronteira com os Estados Unidos (Foto ilustrativa feita em 18 de junho de 2019 na cidade de Tijuana).
Governo mexicano desloca 15 mil homens para a fronteira com os Estados Unidos (Foto ilustrativa feita em 18 de junho de 2019 na cidade de Tijuana). AGUSTIN PAULLIER / AFP

O ministro da defesa mexicano, Luis Cresencio Sandoval, anunciou nesta segunda-feira (24) que enviou policiais e militares para a fronteira com os Estados Unidos. A ação faz parte de um acordo com Washington para conter a imigração ilegal. "Temos uma mobilização total. Juntando a Guarda Nacional e membros do exército, são quase 15.000 homens no norte do país", disse o ministro em uma entrevista coletiva com o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador.

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Questionado sobre a possibilidade desse contingente não apenas interceptar migrantes enquanto eles atravessam o território mexicano, mas também de impedir que essas pessoas cruzem a fronteira com os Estados Unidos, o ministro respondeu afirmativamente. "Considerando que a migração (ilegal) não é um crime, mas sim uma questão administrativa, nós vamos detê-los e entregá-los para as autoridades migratórias", disse Sandoval.

Polêmica já em curso

Uma foto tirada por um jornalista da Agence France Presse durante o fim de semana na fronteira com os Estados Unidos provocou uma onda de críticas contra o governo. A imagem mostra duas mulheres, acompanhadas por uma garota, presas por membros da Guarda Nacional enquanto se preparavam para atravessar o Rio Bravo, que separa Ciudad Juarez, no México, da cidade de El Paso, nos Estados Unidos. Embora policiais rotineiramente prendam imigrantes ilegais em território mexicano, era extremamente raro que tais prisões ocorressem na fronteira com o vizinho norte.

O ministro mexicano da defesa disse ainda que 6.500 homens foram enviados à fronteira sul, com a Guatemala, para impedir a passagem de milhares de migrantes da América Central que tentam chegar aos Estados Unidos, fugindo da violência e da miséria nos seus países.

Resposta às ameaças americanas

No final de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre todas as importações mexicanas se o país não contivesse essa onda de migrantes.

Em 7 de junho, os dois países chegaram a um acordo. Além de deslocar homens para as fronteiras, o México se comprometeu a acelerar o retorno de migrantes ao país, enquanto aguardam a tramitação de seus pedidos de asilo nos Estados Unidos.

Uma primeira avaliação das novas medidas deve ser feita no mês de agosto.

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