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Contra Trump, empresas dos EUA reagem à guerra comercial com a China

A Harley-Davidson vai começar a fabricar suas motos na China.
A Harley-Davidson vai começar a fabricar suas motos na China. REUTERS/Sara Stathas/File Photo

Dois dias antes da abertura do G20, a indústria norte-americana prende a respiração. Do gigante de distribuição Walmart à Nike, passando pelas motocicletas Harley-Davidson, muitos estão preocupados com a guerra tarifária entre a China e os Estados Unidos.

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Nesta terça-feira (25), a gigante norte-americana de logística FedEx processou a administração dos EUA. É a última ação forte de um player da economia do país insatisfeito com a guerra comercial liderada por Donald Trump.

Este processo ocorre um mês depois que a empresa se viu atacada pela mídia. No final de maio, em resposta a ataques contra a Huawei, a China acusou a FedEx de ter desviado para os Estados Unidos quatro de seus pacotes destinados à sede da empresa no gigante asiático. Desde então, a companhia norte-americana foi ameaçada de entrar para a lista chinesa de empresas "não confiáveis", mas ela também enfrenta proibições de exportação que vêm de dentro dos Estados Unidos.

A empresa internacional de transportes se recusa a se tornar protagonista desta guerra comercial e a ser responsabilizada por encomendas cujo conteúdo ignora, e que poderiam potencialmente violar a proibição de exportar para certos grupos chineses. A FedEx diz que é uma tarefa impossível "controlar o conteúdo de milhões de pacotes".

Harley-Davidson contra-ataca e se volta para a China

Harley-Davidson, o nome da marca por si só evoca os Estados Unidos, o sucesso comercial e o "american way of life". No entanto, o fabricante centenário de motocicletas está agora também na mira de Donald Trump.

Como o chefe da Casa Branca decidiu um aumento total das barreiras alfandegárias, as motocicletas estão em primeiro plano e são um símbolo infeliz desta guerra. Após a primeira onda de aumentos de impostos de aço e alumínio em março de 2018, a China respondeu e taxou 25% das motocicletas Harley-Davidson em agosto passado.

A Europa se fortaleceu ainda mais, impondo uma taxa de 31%. Diante dessas taxas de dois dígitos, a fabricante de motocicletas de Milwaukee (cuja produção está em baixa) decidiu realocar parte de sua produção na Ásia e fechar sua fábrica em Kansas City. Desde então, o assunto vem dando pano para manga entre Donald Trump e a Harley.

Como de costume, é através de uma série de tuítes que Donald Trump reagiu: "Muitos proprietários de motos Harley-Davidson estão se preparando para boicotar a marca se eles se mudarem. Super! "Uma Harley-Davidson nunca deveria ser construída em outro país, nunca! ".

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