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“Sou solidária às mulheres atacadas”: Merkel condena tuítes de Trump contra democratas

A chanceler alemã, Angela Merkel, durante a tradicional coletiva de imprensa de verão do governo alemão, nesta sexta-feira (19).
A chanceler alemã, Angela Merkel, durante a tradicional coletiva de imprensa de verão do governo alemão, nesta sexta-feira (19). REUTERS/Hannibal Hanschke

A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou nesta sexta-feira (19) seu apoio às democratas alvo de críticas do presidente americano, Donald Trump. "Sou solidária às mulheres atacadas", afirmou a líder, em sua tradicional coletiva de imprensa de verão.

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Para Merkel, os recentes tuítes do republicano contra as congressistas de origem estrangeira "vão de encontro à grandeza americana". Segundo a chanceler, um dos pontos fortes dos Estados Unidos são "as pessoas de diferentes origens que constituem o povo".

A líder alemã nunca escondeu suas diferenças com Trump. Sua reação também mostra o quanto o racismo é uma questão extremamente sensível na Alemanha, que se esforça para se mostrar como uma nação tolerante, diante de um passado marcado pelo nazismo.

Tuítes racistas

No último domingo (14), o presidente americano publicou uma série de tuítes nos quais diz que congressistas democratas de origem estrangeira deveriam voltar para seus países. As publicações suscitaram uma forte polêmica nos Estados Unidos.

No dia seguinte, Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan) realizaram uma coletiva de imprensa, na qual classificaram a atitude de Trump como "racista" e prometeram que suas vozes não serão caladas. Do seu lado, o presidente americano ratificou não se arrepender de suas declarações e insistiu para que as congressistas que, segundo ele, "só sabem reclamar", deixem o país.

Outras líderes reagiram à atitude de Trump. A primeira-ministra britânica, Theresa May, classificou os tuítes de Trump como "totalmente inaceitáveis". A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern se disse "evidentemente e completamente em desacordo" com o presidente americano.

Reações de repúdio também foram registradas do lado dos republicanos. A senadora do Maine Susan Collins pediu que Trump se desculpasse publicamente. O senador da Carolina do Sul Tim Scott denunciou tuítes "inaceitáveis" e "racistas". Para Mitt Romney, as afirmações do presidente são "destruidoras e degradantes".

Congressista americana chama Trump de "fascista"

Ilhan Omar, uma das democratas atacadas por Trump, chamou o presidente de "fascista" na quinta-feira (18), após um comício do líder republicano na Carolina do Norte na última terça-feira (16).

Durante o evento, o presidente americano voltou a atacar as congressistas democratas. Quando mencionou Ilhan Omar, que nasceu na Somália, simpatizantes republicanos começaram a gritar: "Mande-a de volta!".

"Dissemos que este presidente é racista, condenamos seus comentários racistas", afirmou Ilhan Omar a jornalistas. A democrata é uma das duas mulheres muçulmanas no Congresso americano.

Depois do comício, Trump disse desaprovar o que aconteceu. "Eu diria que não fiquei feliz com aquilo. Eu discordo daquilo. Mas, de novo, não fui eu quem gritou - foram eles", garantiu.

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