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Justiça da Venezuela abre investigação por ‘alta traição’ contra Guaidó

O presidente auto-proclamado da Venezuela, Juan Guaidó, em Caracas, em 28 de agosto de 2019.
O presidente auto-proclamado da Venezuela, Juan Guaidó, em Caracas, em 28 de agosto de 2019. MATIAS DELACROIX / AFP

A justiça venezuelana abriu nesta sexta-feira (6) uma investigação contra Juan Guaidó por "alta traição" por querer "entregar" às multinacionais um território da Guiana reivindicado por Caracas, ações que são adicionadas a vários casos destinados a reprimir o opositor em sua campanha para tirar o presidente Nicolas Maduro do poder.

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"Abrimos uma investigação" contra Juan Guaidó por fatos que constituem "um crime de alta traição", disse o procurador-geral Tarek William Saab, considerado próximo ao poder chavista, em um discurso televisionado.

A Justiça suspeita que Juan Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente interino, queria "entregar" às empresas multinacionais o Esequibo, um território rico em minerais da Guiana que Caracas reivindica.

O opositor reagiu imediatamente chamando a intervenção do procurador-geral de "paródia". Em um discurso proferido em Puerto Cabello (leste), ele disse que pretendia "desviar a atenção do que é realmente importante", isto é, a presença na Venezuela de grupos armados colombianos, como o Dissidentes do ELN e das Farc que anunciaram na semana passada seu retorno às armas.

E isso, segundo Guaidó, com a "permissão" do governo de Nicolas Maduro.

(Com informações da AFP)

 

 

 

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