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Dirigentes de marcas famosas pressionam Trump a endurecer controle de armas

Mulher pede "proteção das crianças, não das armas", em protesto em Richmond, Virginia. (09/07/2019).
Mulher pede "proteção das crianças, não das armas", em protesto em Richmond, Virginia. (09/07/2019). REUTERS/Michael A. McCoy

Líderes de 145 importantes corporações dos Estados Unidos pediram a aprovação de uma regulação mais rígida sobre as armas de fogo, em uma carta dirigida ao Senado americano. Os CEOs de empresas americanas - ou de companhias com "fortes interesses comerciais" nos Estados Unidos - denunciam uma "crise de saúde pública que demanda ações urgentes".

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"Não fazer nada sobre a crise gerada pela violência das armas nos Estados Unidos é simplesmente inaceitável, e é hora de nos colocarmos de pé, ao lado do povo americano, na segurança das armas", dizem os signatários. O apelo público acontece após as recentes tragédias envolvendo tiroteios, mês passado, no Texas e em Ohio.

A carta é assinada pelos CEOs de empresas como Levi Strauss & Co, Uber, Twitter, Bloomberg e Airbnb. Grandes grupos financeiros, como JPMorgan, e gigantes da tecnologia, como Google e Facebook, não estão na lista.

100 mortos por dia

Os executivos apontaram que 100 americanos são assassinados diariamente por disparos de armas e se referiram a essa situação como uma "crise de saúde pública que demanda ações urgentes". Eles argumentam que a violência causada pelas armas pode ser evitada e "há passos que o Congresso pode - e deve - tomar para preveni-la e reduzi-la".

Os líderes empresariais pedem a aprovação de duas medidas ao Congresso: uma para introduzir a verificação de antecedentes dos compradores para "todas as vendas de armas"; e outra que permita às autoridades confiscarem as armas de pessoas consideradas perigosas para si mesmas e para seu entorno.

"É por isso que exigimos do Senado que se coloque ao lado do público americano", insistem na carta publicada por vários jornais do país.

Pressão

O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, disse que promoverá uma iniciativa de reforma sobre as armas, mas apenas se a inciativa contar com o apoio do presidente Donald Trump. É cada vez maior a pressão sobre o Congresso para que o tema seja discutido.

Como acontece a cada nova tragédia desse tipo nos EUA, o debate sobre o controle de armas foi relançado após o massacre de 22 pessoas em uma loja da rede Walmart, em El Paso, no Texas, em 3 de agosto passado, um dia depois de outras nove pessoas terem sido assassinadas a tiros, em um mesmo episódio, em Dayton, Ohio. Agosto terminou com outro incidente dessa natureza, em Odessa, Texas: sete pessoas foram mortas.

Com informações AFP

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