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Milhares de argentinos alertam para estado de “emergência alimentar” em Buenos Aires

A crise econômica se intensificou após as eleições primárias em agosto, durante as quais Mauricio Macri sofreu uma derrota esmagadora, o que pode ser um mau presságio para sua reeleição em outubro.
A crise econômica se intensificou após as eleições primárias em agosto, durante as quais Mauricio Macri sofreu uma derrota esmagadora, o que pode ser um mau presságio para sua reeleição em outubro. Juan MABROMATA / AFP

Vários milhares de manifestantes começaram a acampar na quarta-feira (11) no centro de Buenos Aires para exigir o anúncio de um estado de "emergência alimentar" na Argentina, país que enfrenta uma grave crise econômica a apenas algumas semanas das eleições presidenciais.

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Os manifestantes, incluindo muitas famílias com crianças pequenas, pretendem acampar por 48 horas na avenida de 9 de julho, no centro da capital, convocados por várias associações e sindicatos. Outra manifestação, em forma de distribuição de uma refeição popular, ocorreu também na quarta-feira na Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial argentino.

"A Argentina está devastada pela ociosidade, pela fome e pela pobreza, e exigimos respostas para esta situação", disse o organizador do protesto, Eduardo Belliboni. "Queremos programas sociais, queremos aumentar as subvenções sociais para os programas existentes e aumentar a quantidade de comida distribuída nas escolas", acrescentou. Houve confrontos entre a polícia e alguns manifestantes que tentaram bloquear a rede de transporte público.

Os protestos acontecem enquanto deputados argentinos debatem nesta quinta-feira (12) um projeto de "emergência alimentar", apresentado pela oposição, com o objetivo de aumentar a ajuda a pessoas que não conseguem mais se alimentar adequadamente devido à inflação galopante. Opondo-se a essa proposta, o governo do liberal Mauricio Macri já tomou outras medidas emergenciais, como a eliminação de impostos sobre mercadorias.

Crianças mendigando nas ruas

A Argentina, em recessão desde 2018, apresenta uma das maiores inflações do mundo (25,1% entre janeiro e julho, 54,4% nos últimos 12 meses), queda no consumo, fechamento de empresas e um aumento da pobreza (32% em 2018) e desemprego (10,1% este ano). Ver famílias com crianças implorando ajuda na rua tornou-se uma cena comum em Buenos Aires.

A crise econômica se intensificou após as eleições primárias em agosto, durante as quais Macri sofreu uma derrota esmagadora, o que pode ser um mau presságio para sua reeleição em outubro. O governo exigiu um reescalonamento de sua dívida e introduziu um controle cambial.

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