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Estados Unidos

Joe Biden confirma favoritismo nas primárias democratas após debate nos EUA

Bernie Senders (à esquerda), Joe Biden (centro) e Elizabeth Warren (à direita), principais candidatos às primárias democratas nos EUA.
Bernie Senders (à esquerda), Joe Biden (centro) e Elizabeth Warren (à direita), principais candidatos às primárias democratas nos EUA. REUTERS/Mike Blake

O ex-vice-presidente americano Joe Biden, favorito nas primárias democratas, mostrou-se combativo no debate ocorrido na noite de quinta-feira (12) entre pré-candidatos à Casa Branca. Biden atacou os principais rivais, Bernie Sanders e Elizabeth Warren, sem ser afetado pelas críticas dos candidatos com menos chances.

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Depois de aparições públicas marcadas por erros e comentários confusos, que levantaram dúvidas sobre o pré-candidato, Biden, 76 anos, defendeu suas posições centristas durante quase três horas de debate em Houston (Texas). O ex-vice de Barak Obama começou o debate com ataques a seus dois rivais progressistas, ao afirmar que o projeto de cobertura médica universal que Warren e Sanders promovem é pouco realista, e defendeu seu plano para melhorar o sistema de saúde: "Posso explicar como financiá-lo, como implementá-lo e por que é melhor".

Ao deixar o estúdio de televisão, o veterano político escreveu no Twitter que demonstrou porque é "o único candidato que pode (...) gerar resultados tangíveis para as famílias de trabalhadores". Biden também destacou em diversos momentos sua ligação com o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, muito popular entre os eleitores democratas.

Apesar de uma série de passos em falso, Biden lidera com folga as pesquisas entre os pré-candidatos democratas, com a média de 26,8% das intenções de voto, de acordo com o site RealClearPolitics. Ele passa a imagem de moderado e, segundo as pesquisas, seria o democrata com maior capacidade para derrotar o republicano Donald Trump em 2020.

Em um momento, um pré-candidato com menos de 1% das intenções de voto tentou questionar a capacidade de Biden: "Esqueceu o que disse há dois minutos?", brincou Julián Castro, ex-secretário de Obama, o que provocou vaias do público.

Bernie Sanders, o segundo nas pesquisas (17,3%), e Elizabeth Warren (16,8%), terceira, estabeleceram uma frente comum. O senador independente de 78 anos concentrou seus ataques em Biden, a quem recordou o apoio à intervenção dos Estados Unidos no Iraque. Em ascensão nas primárias, Warren, 70 anos, evitou o confrontou direto com seus rivais, uma estratégia que rendeu frutos até o momento. A pré-candidata se limitou a repetir: "Sei o que está quebrado, sei como solucionar e lutarei para fazer isto".

Armas terão peso na campanha

Depois de vários tiroteios mortais nos últimos meses nos Estados Unidos, incluindo dois no Texas, a questão das armas provocou momentos de tensão no encontro. O ex-membro da Câmara de Representantes Beto O'Rourke, nascido no Texas, defendeu o confisco dos fuzis de ataque em um país onde o porte de armas gera polêmica. "Com certeza tomaremos seu AR-15, sua AK-47", disse, entre muitos aplausos.

Cinco meses antes das primeiras votações das primárias, no estado de Iowa, o debate marca o início da reta final da campanha. Vinte pré-candidatos democratas seguem na disputa, um recorde. Completam a lista de aspirantes a senadora Kamala Harris (6,9%), o jovem prefeito de South Bend (Indiana) Pete Buttigieg (4,8%), o empresário e único político não profissional na disputa Andrew Yang (3%), Beto O'Rourke (2,8%), o senador Cory Booker (2,3%), a senadora Amy Klobuchar (1,2%) e Julián Castro (1%).

Apesar das divergências, um tema foi unanimidade entre os 10 participantes do debate: a necessidade de derrotar Trump. "O presidente mais perigoso da história", "um extremista branco", um "pequeno homem de ego frágil": estes foram alguns dos ataques contra o bilionário republicano. Trump faz campanha pela reeleição chamando seus oponentes de "socialistas" que ameaçam o "sonho americano".

Enquanto os democratas debatiam, o presidente fez piada em um jantar com republicanos sobre "Joe sonolento", "Bernie maluco" e "Pocahontas", como se refere a Elizabeth Warren em referência a uma controvérsia sobre as origens dos nativos americanos.

Com informações das agências internacionais

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