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Trump mobiliza aliados para a “batalha” do impeachment

Presidente Donald Trump recebe comunidade latina na Casa Branca, nesta sexta-feira (27).
Presidente Donald Trump recebe comunidade latina na Casa Branca, nesta sexta-feira (27). REUTERS/Kevin Lamarque

Ameaçado por um impeachment, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um contra-ataque com tuítes furiosos e o apoio de congressistas republicanos e da mídia aliada. Trump procura reparar os danos causados por pedir ao presidente da Ucrânia que investigasse seu potencial rival democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.

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"Estamos em guerra", disse o presidente de 73 anos.

Para o combate, Trump convocou seus aliados no Congresso e nos meios de comunicação para desviar o foco do telefonema a respeito de Biden e seu filho Hunter, que trabalhou na direção de uma companhia de gás ucraniana enquanto seu pai era vice-presidente de Barack Obama. Uma lista de argumentos elaborada pela Casa Branca para que os republicanos respondessem ao escândalo foi acidentalmente enviada por email aos legisladores democratas esta semana.

O documento lista "mitos" e "fatos" com os quais os republicanos devem lidar ao comentar publicamente a conversa telefônica que Trump teve em 25 de julho com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. A conversa, divulgada por um denunciante anônimo, levou os democratas a iniciar um processo de impeachment por abuso de poder.

“Aqui, o verdadeiro escândalo é que o vazamento de uma versão em segunda mão de uma conversa telefônica confidencial do presidente com um líder estrangeiro desencadeou um frenesi de falsas acusações contra o presidente", diz o texto.

“O presidente não fez nada de errado", disse Mark Meadows, um congressista republicano, em prévia de uma entrevista à Fox Business News. Andy Biggs, outro congressista republicano, disse em outro trecho de uma entrevista à mesma cadeia, retuitado por Trump, que o tratamento dos democratas ao presidente é "vergonhoso".

Reviravolta para Biden

Trump tentou, na sexta-feira, transformar o escândalo ucraniano em vantagem eleitoral, com acusações contra Biden em um anúncio de sua campanha de reeleição. "Joe Biden prometeu à Ucrânia um bilhão de dólares se o promotor que investiga a empresa de seu filho fosse demitido", diz um narrador. "Mas quando o presidente Trump pede à Ucrânia que investigue a corrupção, os democratas querem acusá-lo", continua o narrador. "Eles perderam as eleições. Agora querem roubar as próximas."

Há meses, o ex-prefeito de Nova York e advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, está atrás de acusações contra Biden, e o presidente dos Estados Unidos pediu a Zelenski que as "revisasse" com Giuliani.

A acusação afirma que Joe Biden pediu a demissão do promotor-chefe da Ucrânia para proteger seu filho de uma investigação de corrupção na empresa de gás em que Hunter Biden tinha uma posição importante no conselho. Mas Hunter Biden não foi oficialmente indiciado por nenhum crime e, de acordo com relatos, Joe Biden solicitou a demissão do promotor porque os Estados Unidos, os países da Europa Ocidental e o FMI consideraram que ele não era suficientemente duro contra a corrupção.

Avalanche de tuítes

O discurso da Casa Branca sobre Trump e Biden tem provocado reservas, mesmo em alguns apresentadores da Fox que simpatizam com o presidente. "Descartar isso como um truque político parece uma tentativa dos defensores do presidente de fingir que não houve nada e que existe algo ali", disse, na sexta, o apresentador da Fox News Chris Wallace, que chamou os argumentos de Trump de "profundamente enganadores".

Enquanto isso, Trump vem se defendendo vigorosamente no Twitter, tendo como alvo o denunciante "partidário" e a "imprensa Fake News e seu parceiro, o Partido Democrata".

"ASSÉDIO PRESIDENCIAL!", lançou a seus quase 65 milhões de seguidores. "Não houve nenhum presidente na história de nosso país que tenha sido tratado tão mal quanto eu", protestou. "Uma caça às bruxas fraudulenta dos democratas!"

Adam Schiff, o congressista democrata da Califórnia que lidera a atual investigação atual que pode levar ao processo de impeachment, tem sido um dos alvos favoritos de Trump, referindo-se a ele como um homem "corrupto" e "doente" que deveria renunciar.

Nesta sexta-feira, o emissário dos Estados Unidos para a Ucrânia, Kurt Volker, renunciou após ser convocado pelo Congresso para depor, em uma investigação que pode resultar no julgamento de impeachment do presidente. Dados divulgados na quinta-feira revelaram que Volker se reuniu com altos dirigentes ucranianos para intermediar um contato secreto entre Trump e o presidente ucraniano.

Com informações da AFP

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