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Novos informantes podem fazer mais revelações e acelerar processo de impeachment de Trump

O presidente americano, Donald Trump, é acusado de pressionar a Ucrânia para obter informações incriminatórias sobre seu rival Joe Biden.
O presidente americano, Donald Trump, é acusado de pressionar a Ucrânia para obter informações incriminatórias sobre seu rival Joe Biden. REUTERS/Yuri Gripas

Um escritório de advocacia dos Estados Unidos confirmou neste domingo (6) que representa vários "informantes" relacionados ao caso de suspeita de abuso de poder por parte do presidente americano, Donald Trump. Um deles seria funcionário do serviço de inteligência do país e estaria disposto a fazer novas revelações que podem complicar a vida do magnata republicano. 

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"Posso confirmar que meu escritório e minha equipe representam vários denunciantes", tuitou neste domingo o advogado americano Andrew Bakaj. O magistrado representa um membro do serviço de inteligência que acusou Trump, de forma anônima, de usar sua posição para pressionar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a investigar seu principal rival político na corrida eleitoral para 2020, Joe Biden, e o filho do democrata, Hunter Biden.

O caso fez o processo de impeachment contra o presidente americano avançar no Congresso. O magnata pode ser destituído da presidência por procurar ajuda estrangeira durante uma campanha eleitoral - o que é ilegal nos Estados Unidos.

O presidente americano nega ter cometido qualquer irregularidade tentando reunir informações incriminatórias sobre Biden. Ele também é acusado de oferecer ajuda militar a Kiev em troca do "favor". Em dois tuítes neste domingo, o presidente americano voltou a comentar as acusações.

Segundo Trump, Hunter Biden recebia "100.000 dólares por mês de uma empresa com sede na Ucrânia, apesar de não ter experiência em energia... e, por fora, recebeu 1,5 bilhão de dólares da China (...) por nenhuma razão aparente". "Tenho uma obrigação de investigar um caso de possível, ou provável corrupção!", justificou.

Segundo a imprensa americana, Hunter Biden recebeu até US$ 50 mil mensais como membro da diretoria de uma companhia de gás ucraniana, a Burisma. No entanto, até o momento, não se encontrou evidência de que o filho do pré-candidato democrata tenha feito algo ilegal.

Novo possível testemunho

A rede ABC News também informou neste domingo (6) que um segundo informante está disposto a dar seu testemunho e corroborar as informações sobre a suposta tentativa de Trump de pressionar o presidente da Ucrânia para obter vantagens políticas.

De acordo com o advogado Mark Zaid, sócio de Bakaj, o segundo denunciante é um funcionário do serviço americano de inteligência que "tem conhecimento de primeira mão de algumas das alegações destacadas na denúncia original".

O informante foi ouvido pelo inspetor-geral dos serviços de Inteligência, Michael Atkinson, afirmou Zaid, citado pela emissora ABC. No entanto, ainda não foi feito contato com as comissões legislativas que fazem a investigação sobre o suposto abuso de poder por parte de Trump.

Recentemente, Zaid disse à revista americana "Washingtonian" que espera que a identidade do primeiro informante nunca seja tornada pública. Seu sócio, Bakaj, já trabalhou tanto no escritório do inspetor-geral quanto na CIA, assim como no Departamento da Defesa dos Estados Unidos, em assuntos relacionados a denunciantes.

"Perseguição" dos democratas

O governo Trump denunciou no sábado (5) uma "perseguição" dos congressistas democratas, depois que os mesmos ordenaram à Casa Branca a entrega de documentos para fazer avançar sua investigação sobre a suposta pressão do presidente americano junto à Ucrânia para obter favores políticos.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, acusou os comitês do Congresso liderados pelos democratas responsáveis pela investigação de terem "perseguido e abusado" de funcionários do Departamento de Estado ao entrarem em contato direto com eles, em vez de consultar os advogados do órgão. "É assédio e não permitirei isso", disse neste sábado, em visita a Atenas.

Já o senador republicano Ron Johnson, membro do Comitê de Relações Exteriores, foi ao programa "Meet the Press" da NBC e rejeitou a sugestão de que o presidente americano tenha assegurado a ajuda militar para pressionar a Ucrânia a investigar a família Biden. "Quando perguntei ao presidente sobre isso, ele negou categoricamente, com veemência e irritação", afirmou Johnson.

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