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Estados Unidos

Acuado por operação dos EUA na Síria, líder do grupo Estado Islâmico se suicida com explosivos

Donald Trump anuncia a morte do líder do EI, Abu Bakr Al-Baghdadi, em pronunciamento na Casa Branca.
Donald Trump anuncia a morte do líder do EI, Abu Bakr Al-Baghdadi, em pronunciamento na Casa Branca. REUTERS/Joshua Roberts

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (27) a morte do chefe do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr Al Baghdadi, em uma operação militar das forças especiais americanas no noroeste da Síria. Trump disse que o extremista morreu "como um cachorro", de forma "covarde", acionando o colete de explosivos que vestia durante a fuga por um túnel. Ele era perseguido por cães farejadores, detalhou o republicano.

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Em pronunciamento na Casa Branca, Trump relatou que oito helicópteros americanos participaram da operação, organizada durante 15 dias, após a identificação de uma casa que servia de refúgio ao líder terrorista e sua família.

Onze crianças foram retiradas do local em segurança. No entanto, ao tentar se proteger em um túnel, Al Baghdadi, que tinha 48 anos, levou três de seus filhos pequenos consigo e acionou um colete de poderosos explosivos que vestia. Os quatro morreram na hora. A identidade do líder terrorista foi confirmada por exames de DNA.

Trump agradeceu a colaboração de outros países na operação – Rússia, Turquia, Síria e Iraque – e também os curdos sírios, que deram apoio à missão. O republicano disse que nenhum integrante da operação americana morreu, mas vários companheiros do chefe terrorista foram mortos.

Trump acompanhou toda a movimentação dos soldados à distância, por câmeras que transmitiam a ofensiva para Washington. Segundo ele, Al Bagdhadi gritava e chorava antes de morrer.

O líder do Estado Islâmico não dava mais notícias desde uma gravação de áudio de novembro de 2016, após o início da ofensiva iraquiana para retomar Mossul.

Também foi nesta cidade que ele apareceu em público pela última vez, em 2014, quando o grupo terrorista estava em plena expansão no Iraque e planejava atacar o mundo ocidental.

No ano seguinte, o EI realizou dois dos piores atentados terroristas já cometidos na França, contra o jornal Charlie Hebdo, a boate Bataclan e restaurantes de Paris.

Curdos temem represálias

Mais cedo, o chefe das Forças Democráticas Sírias (FDS), Mazloum Abdi, havia saudado uma "operação histórica bem-sucedida", realizada graças a um trabalho conjunto de inteligência com Washington. A aliança árabe-curda foi a principal aliada dos Estados Unidos no combate terrestre aos jihadistas do EI.

Com o desaparecimento de Al Bagdhadi, os curdos temem represálias de células jihadistas adormecidas, que vão querer vingar a morte do líder fundamentalista. Os curdos temem ataques contra prisões do norte da Síria, onde estão detidos milhares de jihadistas. O monitoramento desses detentos ficou prejudicado pela ofensiva lançada pela Turquia contra uma milícia curda tratada pelo presidente nacionalista turco, Recep Erdogan, como um grupo "terrorista".

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