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Eleição Presidencial

Oposição recusa auditoria acertada entre governo da Bolívia e OEA sobre apuração de votos

Observadores devem esclarecer se houve ou não fraude na eleição presidencial na Bolívia..
Observadores devem esclarecer se houve ou não fraude na eleição presidencial na Bolívia.. REUTERS/David Mercado

O candidato oposicionista na eleição presidencial boliviana, Carlos Mesa, recusou nesta quarta-feira (30) a auditoria acertada pelo governo boliviano com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para investigar a apuração do pleito. Ele considerou o acordo uma decisão "unilateral" e condenou a falta de consulta com o país.

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"Não aceitamos a auditoria nos termos atuais acordados unilateralmente", disse Mesa em uma entrevista coletiva, após a confirmação oficial da investigação. Ele denuncia que o pacto "entre a OEA e o MAS (Movimento pelo Socialismo)", de Evo Morales, não levou em conta as opiniões da sociedade boliviana nem o seu partido.    

Observadores da OEA devem começar a partir desta quinta-feira uma investigação sobre a apuração dos votos da eleição presidencial ocorrida em 20 de outubro, que reelegeu Evo Morales para um quarto mandato presidencial consecutivo. O resultado desencadeou uma série de protestos violentos na capital, La Paz, e em outras cidades do país e denúncias de fraudes por parte dos opositores.

Durante a apuração, a realização de um segundo turno inédito foi cogitada quando eram divulgados anúncios dos resultados parciais, mas houve uma reviravolta e o presidente Evo Morales foi declarado vencedor do pleito, com 47,08% dos votos contra 36,51% de Mesa.

Cinco dias depois da votação, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Morales com uma vantagem superior a 10 pontos sobre Carlos mesa, garantindo a vitória dele no 1° turno, como previsto nas regras eleitorais do país.

Resultado da auditoria é “vinculante”

O anúncio do acordo entre a OEA e o governo boliviano para a realização da auditoria foi feita pelo chanceler Diego Pary durante uma entrevista coletiva. O documento estipula que o resultado final da investigação é "vinculante", ou seja, deve ser respeitado pelas duas partes, tanto pelo governo boliviano quanto pelos observadores internacionais.

O governo boliviano se comprometeu a garantir e facilitar o acesso dos observadores a todos os equipamentos e instalações, bem como às listas com os resultados oficiais.   

Além das críticas do candidato derrota Carlos Mesa, outras organizações de oposição se recusaram a aprovar a auditoria. O presidente do influente comitê Pro-Santa Cruz, uma organização conservadora que reúne comerciantes, empreendedores e cidadãos, continua a pedir o cancelamento da eleição.

Mais de 40 feridos foram contabilizados, sendo cinco vítimas por arma de fogo, desde o início da semana em diversos confrontos entre os pró e contra Morales nas cidades de Santa Cruz (leste), La Paz e Cochabamba (centro).

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