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Bolívia/Violência

ONU denuncia o uso desproporcional da força na Bolívia

Confornto entre partidários de ex-presidente Evo Morales e forças policiais e militares em Cochabamba, nesta sexta-feira 15 de novembro de 2019..
Confornto entre partidários de ex-presidente Evo Morales e forças policiais e militares em Cochabamba, nesta sexta-feira 15 de novembro de 2019.. STR / AFP

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, denunciou neste sábado (16) "o uso inútil e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" na Bolívia. Ela lembrou que 17 pessoas morreram desde o início de contestação no país, 14 delas apenas nos últimos seis dias, após a renúncia e o exílio do ex-presidente Evo Morales no México.

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O uso excessivo de força "é extremamente perigoso" e pode levar a uma degradação da situação, acrescentou Michelle Bachelet em comunicado. A Alta Comissária da ONU condenou todas as mortes, mas ressaltou que as primeiras pessoas foram vítimas de confrontos violentos entre manifestantes rivais. “As mortes mais recentes parecem ser resultado” da ação da polícia e do Exército, criticou.

“O país está dividido”, lamentou. A ex-presidente chilena pediu às autoridades bolivianas que ajam “cuidadosamente”, respeitando as normas internacionais e os direitos humanos, para evitar que a situação se deteriore. Ela também denunciou detenções em massa, afirmando que 600 pessoas foram presas no país desde 21 de outubro. Bachelet pediu a abertura de uma “investigação rápida, imparcial, transparente e completa”.

Partidários de Morales assassinados

Os protestos que sacodem a Bolívia desde o dia seguinte às contestadas eleições presidenciais de 20 de outubro já deixaram, além dos 17 mortos, mais de 400 feridos. As últimas vítimas foram registradas na sexta-feira (15) em Cochabamba (centro do país), reduto eleitoral de Evo Morales. Cinco cocaleiros leais ao ex-presidente morreram em violentos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) confirmou as mortes e também denunciou em um comunicado o "uso desproporcional da força policial e militar", que usa armas de fogo para reprimir os protestos. A CIDH destacou que a violência policial em Cochabamba deixou ainda um “número indeterminado de feridos”.

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, ameaça levar Morales à justiça se ele voltar à Bolívia. Ela declarou nesta sexta-feira que o ex-presidente Evo Morales pode voltar ao país de seu exílio no México, mas, se o fizer, terá que responder “por irregularidades nas eleições de outubro” e por “ denúncias de corrupção".

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