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PRESIDENCIAIS/BRASIL

Dilma quer manter política externa de Lula no Irã

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff Valter Campanato/ABr

A candidata do PT à presidência disse em Paris que, caso seja eleita, pretende dar continuidade à atual política externa do presidente Lula, mantendo as posições do Brasil em relação ao Irã e à aliança estratégica com a França. Dilma Rousseff iniciou um giro de seis dias a quatro países da Europa, em busca de legitimidade internacional. 

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Dilma chegou a Paris na manhã desta terça-feira para um giro europeu que vai levá-la a quatro países até domingo. Nesta quarta-feira, a candidata do PT será recebida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. O único compromisso oficial da candidata, hoje, é assistir ao jogo do Brasil junto de petistas, simpatizantes e parte da comunidade brasileira que vive na França. Ao deixar a sala de desembarque do aeroporto Charles de Gaulle, Dilma apostou em um placar modesto para o jogo do Brasil contra a Coreia do Norte : 1 a 0.

Pouco mais tarde, em uma rápida conversa com jornalistas no hall do hotel onde está hospedada, Dilma afirmou que pretende dar continuidade à atual política econômica e externa do presidente Lula, mantendo a parceria estratégica com a França e a posição do Brasil em relação ao Irã. O governo brasileiro é contra a imposição de novas sanções ao governo de Teerã e seu controverso programa nuclear.

A escala de Dilma em Paris é a primeira de um giro de seis dias pela Europa. A candidata também vai à Bélgica, Espanha e Portugal para estabelecer um diálogo com líderes e autoridades políticas desses países, com os quais, segundo a assessoria da candidata, o Brasil mantém excelentes relações. Em Bruxelas, na quinta-feira, a candidata do PT tem reunião com o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso. Na sexta-feira, Dilma vai a Madri encontrar-se com o premiê espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero e, no sábado, será recebida em Lisboa pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.

Cientistas políticos ouvidos pela RFI acham que Dilma procura, nessa viagem, mostrar ao eleitor brasileiro que é capaz de representar o país no exterior. O professor de Ciências Políticas Stéphane Montclaire, da Sorbonne, afirma que a imagem de Dilma no exterior é a mesma que ela havia no Brasil, antes da campanha. "Ela aparece como uma pessoa escolhida pelo Lula, mas sem legitimidade eleitoral e sem popularidade”, analisa Monclaire. Sobre o principal adversário de Dilma nas presidenciais, José Serra, do PSDB, Monclaire estima que Serra é um pouco mais conhecido, por já ter sido candidato à presidência em 2002 e um ministro da Saúde de destaque no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para Gaspar Estrada, do Observatório da América Latina e do Caribe do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a imagem de Dilma no exterior é a de herdeira do presidente Lula. O fato de a candidata ter feito várias viagens ao lado do presidente, nos últimos anos, deu a Dilma contatos na comunidade internacional.  

João Alencar, em colaboração da RFI

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