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Eleições/Brasil

O programa brasileiro Bolsa Família ganha o mundo

Dona Aldeci Batista, beneficiária do Bolsa Família e moradora da Estrutural, uma das áreas mais pobres de Brasília.
Dona Aldeci Batista, beneficiária do Bolsa Família e moradora da Estrutural, uma das áreas mais pobres de Brasília. RFI/Adriana Brandão

O Bolsa Família, o carro chefe do governo Lula, é uma das vitrines do Brasil no exterior. Segundo vários estudos, o Bolsa Família ajudou a reduzir as desigualdades sociais no Brasil. Entre 2003 e 2008, a pobreza absoluta recuou de 12 para 4,8% da população no país. Nesse período, 24 milhões de pessoas saíram da pobreza e 32 milhões ingressaram na classe média.

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O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda. Ele beneficia mais de 12 milhões de famílias que recebem entre 22 a 200 reais no máximo por mês. Famílias com filhos em idade escolar, mas também beneficiários sem dependentes em situação precária, como o caso de Dona Aldeci Batista que mora na Estrutural, uma das áreas mais pobres de Brasília. Ela e o marido estão desempregados e têm como única renda os 130 reais que recebem do Bolsa Família, mas Dona Aldeci, apesar de satisfeita, diz que preferia que o presidente desse "não o peixe, mas a vara para pescar".

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márica Lopes, recebe quase toda semana a visita de representantes de outros países interessados em conhecer o Bolsa Família.
Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márica Lopes, recebe quase toda semana a visita de representantes de outros países interessados em conhecer o Bolsa Família. RFI/Adriana Brandão

Os bons resultados do Bolsa Família levam vários países a pedir a ajuda ao Brasil para implantar programas similares ao brasileiro. Gana, na África, foi um dos primeiros a adotar um programa de transferência de renda semelhante ao brasileiro. O ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem projetos em andamento ou assinou memorandos com vários países e a ministra Márcia Lopes recebe com frequência a visita de representantes de outros governos, e não somente de países em desenvolvimento, para conhecer a experiência brasileira.

A internacionalização do Bolsa Família integra a política de cooperação do Brasil com países em desenvolvimento, incrementada no governo Lula e chamada de cooperação sul-sul. A Agência Brasileira de Cooperação, ABC, que depende do Ministério das Relações Exteriores, coordena e financia muitos desses projetos. O orçamento da ABC, apesar de ter sido multiplicado por dez desde 2003, é modesto: 52 milhões de reais e o diretor da agência, Marco Farani, que o desafio é expandir essa diplomacia solidária com mais verbas e autonomia.

O Bolsa Família se internacionaliza

 

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