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Eleições 2010/Repercussão

Jornais europeus analisam segundo turno como um golpe para o PT

Jornais europeus destacam a surpreendente votação de Marina Silva, do PV, no primeiro turno das presidenciais no Brasil.
Jornais europeus destacam a surpreendente votação de Marina Silva, do PV, no primeiro turno das presidenciais no Brasil. RFI

A imprensa europeia repercute o resultado das eleições no Brasil. Os jornais apontam o favoritismo da petista Dilma Rousseff, sublinhando que os votos de Marina Silva serão decisivos no segundo turno, na disputa com o candidato do PSDB, José Serra.

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João Alencar, em colaboração para RFI

"Dilma Rousseff obrigada a ir para o segundo turno", diz o jornal Le Monde, no seu site internet. O diário francês destaca a surpresa na votação obtida pela candidata do Partido Verde, Marina Silva. Segundo o jornal, "o presidente Lula deve continuar o que já tem feito desde o início da campanha eleitoral: defender o seu governo e pedir votos para a sua candidata".

Para o jornal de centro-esquerda Libération, "Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula, ficou bem colocada para conseguir a vitória no segundo turno". O Libé afirma que a "inesperada candidata ecologista" é quem decidirá as eleições. Este é também o tom do jornal de direita Le Figaro, que diz que Dilma Rousseff "deverá se curvar a um segundo turno". O diário destaca ainda que Marina Silva conseguiu uma porcentagem inesperada e será a chave para o segundo turno.

Na Espanha, o jornal El País trás no título "Vitória insuficiente de Rousseff". O jornal ressalta também que Marina Silva é agora o fator decisivo. El País diz ainda que o "segundo turno é, sem dúvida, decepcionante para o presidente Lula, que acreditava que sua enorme popularidade seria transferida para a sua candidata". O jornal espanhol lembra, por fim, que o Partido dos Trabalhadores não conseguiu eleger governadores nos três principais Estados do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Rio, o governador reeleito Sérgio Cabral, do PMDB, foi apoiado pelo presidente Lula.

Já na Itália, o Corriere Della Sera fala em uma "vitória verde", referindo-se aos quase 20% dos votos conseguidos por Marina Silva. O jornal italiano conclui dizendo que o resultado das urnas foi um "duro golpe para o PT", que estava otimista em fazer de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil ainda no primeiro turno.

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