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Eleições Brasil

Mídia francesa destaca opção de Marina Silva por neutralidade no segundo turno

A ex-candidata do PV Marina Silva.
A ex-candidata do PV Marina Silva. José Cruz/ABr

Já no domingo, as rádios e televisões francesas destacaram em noticiários, a decisão da Marina Silva, do PV, em não apoiar nenhum dos dois candidatos no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. A RFI ouviu, com exclusividade, a opinião de Stéphane Monclaire, professor de Ciências Políticas na Universidade Sorbonne, em Paris.

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As rádios e televisões francesas informam com destaque nos jornais da noite a decisão de Marina Silva e do Partido Verde de manter uma posição de neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. O cientista político Stéphane Monclaire alerta que, se a candidata petista Dilma Roussef não mudar de estratégia, e impor imediatamente uma agenda eleitoral, ou seja, as questões a serem debatidas, o tucano José Serra, vai ganhar muitos pontos nas pesquisas de opinião.

Além disso, para Monclaire, a decisão de Marina pela neutralidade não surpreende. Uma das razões, diz o especialista, em entrevista exclusiva à Radio França Internacional, seria porque nem Dilma Roussef, candidata do PT, nem José Serra, do PSDB, desenvolveram na campanha o discurso em defesa do meio ambiente. Para Monclaire, a decisão reflete a posição de um campo do PV, que alega que o partido vai precisar, a longo termo, de ter uma imagem de autonomia e independência.

O cientista político lembra que apenas uma minoria dos eleitores de Marina Silva votou na candidata verde por causa de sua agenda ambientalista. Outros motivos nortearam a escolha da maioria, diz Monclaire, entre eles o fato de Marina ser uma mulher ou por ela ser evangélica.

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